O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares

Enviada em 05/09/2023

’’ Nas universidades brasileiras apenas 2% dos alunos são negros’’ Nesse trecho da música ’’ Capítulo 4, versículo 3 ‘’, lançada em 1994, pelo grupo de rap Racionais nota-se que a desigualdade no acesso ao ensino superior brasileiro já era um desafio para as camadas mais populares da população. Nesse contexto, ainda hoje, após quase três décadas do lançamento da música, a desigualdade no sistema educacional brasileio ainda é um problema para a sociedade. Com isso, é necessário entender que a evasão escolar e o difícil acesso ao ensino superior no Brasil são problemas que contribuem com os impactos da desigualdade social na educação brasileira.

A princípio, a evasão escolar é um problema que contribui com a desigualdade educacional no Brasil. Tal problema ocorre porque, muitos jovens de periferia, precisam trabalhar para ajudar na renda de casa, e muitos acabam abandonando os estudos, por não conseguir seguir com a rotina. Nesse sentido, dados de uma pesquisa do Ministério da Educação de 2018 mostram que a desigualdade começa na escola, a pesquisa mostra que cerca de 25% dos alunos da rede pública abandonam os estudos na primeira série do ensino médio, comparado a 6% da rede privada. Dessa maneira, nota-se a necessidade de políticas de combate a evasão escolar.

Além disso, o difícil acesso ao ensino superior contribui com a manutenção das desigualdade social no país. Isso ocorre, mesmo com a política de cotas, segundo dados de 2018 do IBGE, o percentual de jovens que ingressam no ensino superior após completarem o ensino médio no sistema público é 36% comparado com 79% dos egressos da rede privada, com isso, o cursinho anglo de São Paulo, criou o projeto Fera Anglo, um projeto social que concede bolsa de 100% para alunos de baixa renda, com o objetivo de reduzir as desigualdades educacionais no país.

Diante do exposto, a fim de reduzir os impactos da desigualdade social na educação, o Ministérios da educação deve criar programas de empregos que exijam a presença dos alunos na escola, e ampliar as vagas destinadas a alunos de baixa renda nas universidades públicas e privadas, para assim reduzir a desigualdade educacional no Brasil.