O impacto das desigualdades sociais nas desigualdades escolares
Enviada em 17/09/2023
Na cinematografia brasileira “Que horas ela volta”, retrata-se a realidade da conjuntura social brasileira e os conflitos da assimetria entre as classes sociais, em que é representado o paralelo entre personagens com acesso a uma educação privada de qualidade, e o sucateamento da educação pública voltado as classes baixas. Assim como na ficção, são nítidos os óbices da desigualdade social e educacional nas sociedades capitalistas, visto que, ainda na hodiernidade, há a falta de investimentos ao meio educacional e a elitização da educação.
Diante desse cenário, é evidente a ausência de subsídios do poder estatal aos meios educacionais, visto que é existente o sucateamento da educação pública oferecida à população, com isso, dificultando o desenvolvimento educacional e cultural. Sob este viés, na obra “O cidadão de papel”, o autor evidencia a pacacidade popular perante as inúmeras mazelas sociais geradas pela negligência estatal, desse modo, impossibilitando melhorias em um Estado Democrático.
Ademais, é válido ressaltar o aspecto supracitado quanto a elitização da educação, em que há nas sociedades capitalistas a mercadização dos meios educacionais, dessa forma, excluindo parte das populações de baixa renda, tendo em vista que a prática do capitalismo gera às desigualdades. Segundo a Constituição federal, promulgada em 1988, art.5º, “É um direito social o acesso à educação qualitativa”, contudo, ainda na atual realidade social não há a efetivação da medida legislativa, assim, dificultando a geração de uma sociedade igualitária.
Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que ainda na contemporaneidade se faz presente os impactos das desigualdades sociais e estudantis. Urge que o Congresso Nacional -órgão da cúpula do Poder Legislativo brasileiro- faça medidas legislativas de investimentos e melhorias anuais à educação pública, e a proibição da “gourmertização” do meio educacional, por meio de mídias televisivas e meios tecnológicos de comunicação, para que o direito social ao acesso à educação seja garantido pela figura estatal, pois, somente assim, haverá uma diminuição simbólica das desigualdades no corpo de uma social-democracia.