O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 04/08/2023
Um estudo publicado na revista científica Neuroimagem apontou que o “Tiktok”, aplicativo de vídeos curtos, estimula a área do cérebro ligada ao sistema de recompensa. Tal fenômeno, infelizmente, pode acarretar dependência nos usuários , bem como transtornos psíquicos como a ansiedade e a depressão. Logo, mostra-se imperativo combater essa grave problemática no Brasil hodierno.
Nesse contexto, muitos brasileiros, principalmente os adolescentes, estão desenvolvendo dependência do “Tiktok”. Sob essa ótica, os vídeos curtos estimulam uma parte do cérebro que processa o sentimento de recompensa e, até mesmo, de prazer, o que implica o aumento da necessidade por mais estímulos audiovisuais. Essa relação foi apontada pelo médico Drauzio Varella, visto que, segundo ele, a dopamina liberada durante o uso do “Tiktok” induz o indivíduo a perder a noção do tempo, e, consequentemente, ao vício. Portanto, observa-se a urgência de assegurar o cambate ao uso prolongado desse aplicativo.
Ademais, o “Tiktok” pode acarretar quadros de ansiedade e de depressão. Nesse sentido, por ser um aplicativo popular, inúmeros adolescentes postam vídeos com uma determinada intenção, porém alguns usuários podem não gostar, e escrever alguma crítica. Esse fenômeno é preocupante, visto que há a existência de “haters”, ou seja, indivíduos que criticam com a intenção de humilhar ou de atingir o emocional da pessoa atingida. Segundo o jornal eletrônico “G1”, uma parte do público infantojuvenil está desenvolvendo problemas psíquicos, como a ansiedade, devido à grande exposição no mundo on-line e ao ataque desses odiadores virtuais. Assim, evidencia-se que a dependência emocional, somada aos problemas psicológicos, advém do uso prolongado do “Tiktok”, o qual deve ser combatido.
Em suma, a fim de minimizar os efeitos negativos da super exposição à videos curtos em aplicativos digitais, é necessário que o Estado, na forma do Ministério da Saúde, visto a sua competência em garantir a saúde mental, estabeleça ferramentas nas respectivas plataformas que conscientize o usuários acerca do tempo de visualização. Isso deve ser feito por meio de uma lei que obrigue o “Tiktok” a indicar o tempo gasto na plataforma, além de alertas em caso de excesso de uso, bem como as possíveis consequências negativas.