O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 12/08/2023
No documentário “Dilema das redes”, evidencia-se o conjunto de estratégias das plataformas digitais em prol de manipular o comportamento dos usuários, de forma que os tornam condicionados à tecnologia. Resultam-se, diante disso, o vício exacerbado e o aumento de transtornos psicológicos com o advento do TikTok - rede de maior alcance atual. Portanto, faz-se substancial ratificar o equilíbrio entre os jovens e mitigar tal poder de influência.
A princípio, é imperioso mensurar que a Constituição Federal de 1988 contempla um conjunto de normas de defesa ao consumidor, a qual delimita transparência e ética na relação capitalista. No entanto, a omissão de conduta das plataformas globais simboliza o retrocesso dos direitos fundamentais, visto que os indivíduos desconhecem os mecanismos de controle de dados e são induzidos à dependência pelos algoritmos. Segundo Aristóteles, compete ao governo retificar o desequilíbrio existente em todos os âmbitos da sociedade, já que os prejuízos causados na saúde dos jovens são de responsabilidade política.
Ademais, outro fator precursor da problemática é o alto poder de influência do Tiktok na moda, na cultura e no comportamento dos indivíduos, uma vez que o mundo no Pós-moderno tudo está em constante mudança. Sendo assim, as relações pessoais se tornaram superficiais e a insegurança faz parte do cotidiano dos usuários midiáticos, de tal modo que a depressão e a ansiedade são as enfermidades mais recorrentes entre essa classe. Conforme, a jornalista Eliane Brum, " os indivíduos estão conectados com o mundo inteiro, porém permanecem desconectados das necessidades palpáveis", de maneira que parte considerável dos jovens não dialogam mais com os pais.
Perante tudo isso, urge que o governo, juntamente às mídias digitais, crie políticas públicas que busquem esclarecer aos indivíduos os métodos de influência. Estas devem ser realizadas por meio de uma parceria público-privada com o TikTok, de forma que sejam criados alertas de uso saudável e também conteúdos como o documentário “Dilema das redes”. Quiçá, será possível reverter o descontrole e capacitar a juventude para viver diante da tecnologia.