O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 17/09/2023
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema judiciário Brasileiro - garante a todos o direito ao bem-estar social. Entretanto, ao analisar o constante impacto do “TikTok” no comportamento de jovens nota-se que essa conduta não é válida na prática. Com efeito, há de se combater o descaso estatal, bem como o uso excessivo da tecnologia.
Convém ressaltar, a princípio, que é obrigação estatal solucionar a maior parte das problemáticas brasileiras, porém não cumpre com isso. Ocorre que o autor Gilberto Dimenstein afirma em sua obra “Cidadão de Papel” que os direitos descritos na Carta Magna não são uma realidade como escritos no papel. Nesse sentido, fica claro que os problemas comportamentais dos jovens poderiam ser amenizados se o governo cumprisse com as próprias obrigações, já que garante como direito inviolável a saúde mental e física.
Ademais, fica óbvio que o vício na tecnologia está afetando cada vez mais as crianças e adolescentes. A esse respeito, o tecnólogo Bill Gates explica que apesar da tecnologia ter sido criada com um propósito positivo, as pessoas fazem um uso inadequado e exagerado dela. Desse modo, fica nítido que o “TikTok” deixou de ser apenas um meio de entreterimento para os jovens, que passaram a ficarem dependentes, e, problemas como o sedentarismo, hodiernamente, são rotina.
Impende, pois, que o Estatuto da Criança e do Adolescente, enquanto autonomia máxima dos aspectos infantis, promova, rapidamente, a ampliação de debates sobre o impacto do “TikTok”. Essa ação pode ser feita por meio de campanhas e eventos pedagógicos com especialistas no assunto para auxiliar as discussões. Dessa forma, enquanto o Estado se mantiver omisso, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis mazelas para as crianças: o vício.