O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 30/09/2023
Segundo Jean Paul Sartre, a sociedade é livre para realizar suas escolhas, cabendo a ela acolher as consequências. Essa premissa tem especial importância no mundo contemporâneo, quando se observam as implicações de aplicativos como o Tik Tok no comportamento dos jovens. Nesse sentido, urge aprofundar as discussões sobre essa temática e elencar medidas para poupá-los dos efeitos nefastos desse dispositivo.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o impacto que aplicativos de redes sociais têm tido no comportamento dos jovens. Nesse contexto, a omissão estatal facilitou a entrada no país e a disseminação do Tik Tok, que é tido como o mais ameaçador para o bem-estar psíquico dos usuários. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se uma violação do “contrato-social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que a população jovem, de nativos digitais, desfrute de proteção a intergridade física e psíquica.
Ademais, conforme defendido por estudiosos comportamentais, a vulnerabilidade da juventude contemporânea proporciona um campo fértil para o Tik Tok. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, cerca de 58% dos usuários entre nove e dezessete anos no país estão nessa rede social, muitos devido às sugestões dos seus pares. Para os pesquisadores, o uso de algoritmo para delinear os perfis e atendê-los de acordo com seus interesses, respondem pela descarga de dopamina e estímulo para seguir os influenciadores, além de gravar e divulgar vídeos, criando um ciclo de dependência mental.
Depreende-se, portanto, a necessidade de atitudes efetivas para alterar tal cenário. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no desígnio de órgão protetor e promotor de bem-estar dos cidadãos, deve, por meio de um grupo de trabalho composto por profissionais de saúde mental, monitorar o impacto dos aplicativos no comportamento dos jovens. Além disso, cabe a ação do Ministério da Educação em fomentar discussões nas escolas com alunos e pais sobre o uso controlado das redes sociais. Assim, ambas as ações têm a finalidade de proteger e orientar os jovens brasileiros, além de criar uma sociedade mentalmente equilibrada.