O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 06/10/2023
A telenovela brasileira “Travessia” retrata em sua trama o drama de Gabriel, um adolescente de 16 anos, que sofre com o vício em assistir vídeos curtos na rede social TikTok. Fora da ficção, o comportamento dos jovens brasileiros também é impactado pelo uso excessivo dessa plataforma, que, infelizmente, os vicia em assistir vídeos rápidos e afeta negativamente suas saúde mental.
Diante disso, a utilização excessiva do TikTok é um agente da problemática. De acordo com a Universidade de Zheijiang, da China, quando alguém assiste vídeos curtos, seu cérebro recebe uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor responsável pela sençação de felicidade e prazer, o que faz com que fique alegre. Porém, quanto mais dopamina o cérebro recebe, mais ele quer receber. Em vista disso, pode-se entender que esse vício acontece como qualquer outro, por exemplo, em drogas ou apostas, com a dependência do cérebro em dopamina e, do mesmo modo que eles, é tão prejudicial, por causar variados problemas no cotidiano, bem como, a falta de atenção e diferentes problemas com a saúde mental, e difícil de ser tratado.
Ademais, o uso excessivo do Tiktok prejudica a saúde mental dos jovens. Segundo uma pesquisa elaborada pela Universidade Federal da Bahia, 80% de seus usuários recorrentes têm seus níveis de ansiedade aumentados, comparados a um período em que não o utilizavam. Assim, percebe-se como a sanidade mental da juventude brasileira é afetada, levando em consideração que, em concordância com a rede social, 70% dos seus utilizadores têm entre 16 e 26 anos, principalmente, pelo uso exagerado, o que aumenta a ansiedade, ou por comentários negativos deixados por outros usuários em seus vídeos.
Desse modo, o uso descontrolado de plataformas de vídeos curtos prejudica a saúde mental dos jovens e deve ser combatido. Por isso, cabe ao governo federal, junto ao Ministério da Educação, informar aos cidadãos do país os perigos da utilização indiscriminada, por meio de campanhas publicitárias, divulgadas nas redes sociais, que são majoritariamente usadas pela juventude, o que fará com que esse público diminuísse esse tipo de uso.