O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 06/10/2023
Violência, ansiedade, depressão, baixa autoestima e bullying são alguns dos temas que mais aparecem quando se estuda o impacto das redes sociais na vida das pessoas. Essa premissa tem especial importância na atualidade, quando se observam as implicações de aplicativos como o Tik Tok no comportamento dos jovens. Nesse viés, torna-se crucial analisar as suas causas, dentre as quais se destacam a negligência estatal e a vulnerabilidade encontrada nesse grupo.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o poder de influência dos aplicativos de redes sociais nas últimas décadas. Nesse contexto, a omissão estatal facilitou a entrada de dezenas no país e o Tik Tok, sendo um deles, tem sido considerado o mais ameaçador para o bem-estar psíquico dos mancebos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se uma violação do “contrato-social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que a população de nativos digitais desfrute de proteção à integridade física e psíquica.
Ademais, conforme defendido por estudiosos comportamentais, a vulnerabilidade da juventude contemporânea proporciona um campo fértil para o Tik Tok. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, cerca de 58% dos usuários entre nove e dezessete anos estão nessa rede social, muitos devido às sugestões de seus pares. Para os pesquisadores, o uso de algoritmos para delinear os perfis e atendê-los de acordo com seus interesses respondem pela descarga de dopamina, que proporciona euforia àqueles que ainda se encontram em fase de definição da personalidade, e estímulo para continuar fieis aos influenciadores, além de gravar e divulgar vídeos, criando um ciclo de dependência mental.
Depreende-se, portanto, a necessidade de atitudes efetivas para alterar tal cenário. Para tanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no desígnio de órgão protetor e promotor de bem-estar dos cidadãos, deve, por meio de um grupo de trabalho composto por profissionais de saúde mental, monitorar o impacto dos aplicativos no comportamento dos jovens. Concomitante, cabe ao Ministério da Educação fomentar discussões nas escolas, com aluno e pais, sobre o uso controlado dos aplicativos. Espera-se, assim, uma mudança de paradigma em relação às redes sociais, além de promover a criação de uma juventude mentalmente equilibrada.