O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 25/10/2023
Na década de 1950, inaugura-se a televisão no Brasil, que ao se popularizar (Na década de 1970) já influenciava a população do país com novelas e propagandas. Analogamente a esse evento pretérito, na contemporaneidade têm-se plataformas de tecnológicas influenciando sobretudo, o comportamento dos jovens como é o caso do “TicToc”. Com isso, destaca-se o papel da família e da escola no auxílio do uso consciente dessa plataforma digital. Logo urge, medidas para resolver essa problemática.
Vale pontuar, de início, o papel da família ao influenciar a inserção dos jovens na plataforma de vídeos curtos. Segundo a filósofa francesa Simone de Beuvoir, " O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles". Na atualidade, é comum ver-se os pais influenciando os filhos a se entreterem na plataforma supracitada, muitas vezes para que os mesmos fiquem distraídos enquanto os adultos resolvem os afazeres domésticos. Todavia, a longo prazo, o uso de tal artifício é muito prejudicial, pois pode acarretar no vicio em vídeos de curta duração por parte dos jovens, desta forma eles podem deixar a desejar em outras áreas da vida, como por exemplo na escola, ao deixarem de fazer o dever de casa, por exemplo, para se entreterem.
Ademais, é válido ressaltar a importância da entidade escolar no que diz respeito ao repasse de informações para o uso adequado desse tipo de entretenimento. Para o filósofo Jonh Locke, inicialmente todas as pessoas nascem sem conhecimento algum (A mente é como uma folha em branco), e todo o processo de conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência. Com isso, as escolas devem apresentar os malefícios do uso indiscriminado de tais mídias digitais, pois na maioria das vezes, nem os pais e nem as crianças sabem os malefícios que elas podem causar na saúde mental. Os vídeos curtos podem causar ansiedade por exemplo, por causa dos estímulos constantes, assim, quando os usuários são submetidos a atividades de longa duração, sente-se ansiosos.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os malefícios causados nos comportamentos dos jovens pelo “TicToc”. Dessa forma, cabe às entidades sociais - a família e a escola, por exemplo - reduzirem o tempo dos filhos consumindo conteúdos instantâneos na internet. Isso pode ser feito através de uma divisão de horários bem definida para os jovens, com o intuito de minimizar os danos que essas plataformas causam à saúde mental.