O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 05/02/2024

Albert Einstein diz: ‘‘Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”. De forma análoga é possível se observar no Brasil uma onda de conteúdos ofensivos e/ou comentários maldosos, sem ao menos se importar com a reação do receptor da mensagem. Esse ‘‘hate’ exagerado é causa de várias mortes no Brasil ano após ano por conta dos jovens perderem a noção dos limites da liberdade de expressão na Internet. Corroboram para isso a necedade da população sobre o assunto e a ineficiência estatal.

Em primeiro ponto, vale ressaltar o papel principal da ignorância da sociedade sobre o assunto em mortes causados pela Internet, um exemplo recente foi o caso da jovem Jéssica que após uma publicação feita pela página de informação Choquei, onde supostamente ela estaria vivendo um ‘‘affair’’ com o comediante Whindersson Nunes, mesmo a jovem vindo a público reiterar que a notícia não era verdadeira e o próprio humorista também, a garota acabou cometendo suicídio. Assim, é possível analisar que a população não tem conhecimento sobre o poder que a palavra tem, e que palavras podem sim matar. Logo, deve haver uma consciência maior do povo sobre esse tipo de atitude.

Em segundo plano, importante se destacar a culpa da ineficiência do Estado. Parafraseando a Constituição brasileira de 1988 no seu artigo 20 prevê como crime toda e qualquer insitação a violência desde que essa seja por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, fora isso, não é enquadrado como crime, um erro visível que foi deixado para escanteio. Por um lado, existe a Lei 12.965/2014 que garante a liberdade de expressão, já entrando no mérito de que esses tipos de comentários podem ser analisados com liberdade de expressão, porém a partir do momento que sua liberdade de expressão fere os direitos humanos ele passa a se tornar um discurso de ódio.

Portanto, se torna necessário que medidas sejam tomadas para que esse tipo de problemas não se tornem mais frequentes do que já são. Para isso, o Estado deve promover documentários com especialistas na áreas da tecnologia e direitos humanos visando informar e conscientizar a população sobre essa problemática atual. Assim, esse problema no Brasil se minimizaria aos poucos.