O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 12/02/2024

Na crônica “Eu sei, mas não devia”, a escritora Mariana Colasanti expõe a banalização das problemáticas na sociedade. Esta abordagem pode ser entendida como metáfora para o impacto do TikTok no comportamento dos jovens brasileiros, pois, por conta de ser uma problemática recente, o cenário nacional ainda não o vê como de fato um problema. Claramente, essa situação persiste devido à sensação de estar anônimo, e a negligência estatal.

Certamente, o caso de Lucas Santos de 16 anos não foi um caso isolado, analogamente o jogador profissional estadunidense do jogo eletrônico World of Warcraft Byron “Reckful” Bernstein também acabou comentendo suicídio aos 31 anos devido a comentários de ódios, chamados de hates, contra a sua pessoa. Por certo, revela-se uma realidade na qual a exposição na mídias, como o TikTok, podem impactar o comportamento, especialmente de jovens, mas também adultos.

Dessa maneira, utiliza-se como exemplo o pensamento de Thomas Hobbes em “Leviatã”, no qual o autor argumenta que os indivíduos fazem um pacto com o governo, abdicando de parte de sua liberdade em troca de segurança estatal. No entanto, na realidade, isso não é realizado, especialmente no contexto do impacto do TikTok no comportamento dos jovens, na qual, não existe leis rigorosas a respeito da proteção da criança e do adolescente nesse meio, assim, deixando-os vulneráveis aos efeitos da rede social.

Portanto, é crucial que o Estado adote medidas para atenuar o quadro atual, por meio do Poder Legislativo crie leis mais severas que sejam executadas pelo Poder Judiciário, sob a regulamentação dos órgãos de controle, afim de proteger as crianças e adolescentes que estão reféns desse mal. Por consequência, será combativo o que a escritora Mariana Colasanti descreve como banalizado.