O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 25/03/2024

Segundo Steve Jobs, inventor norte-americano do setor de informática, a tecnologia movimenta o mundo. Embora tal citação tenha sido aplicada de forma positiva em relação à tecnologia no mundo moderno, a realidade atual é consideravelmente diferente, tendo em vista a forma como o aplicativo chinês “TikTok” impacta no comportamento dos jovens. Nesse sentido, duas problemáticas podem ser observadas em relação à temática: conteúdo inapropriado para idade e influência negativa na saúde mental.

Em primeiro lugar, é necessário discutir o modo como o material da rede social mencionada pode se tornar um perigo para o público juvenil. Segundo matéria do jornal BBC, adolescentes de 14 anos ou mais têm acesso a vídeos curtos referentes a coreografias - chamadas de “dancinhas” - que podem apresentar cenas de quase nudez. Ou seja, por ter poucos mecanismos de restrições de acesso, o conteúdo publicado na rede se torna perigoso para esse público, estimulando-os de forma negativa à sexualidade precoce sem qualquer orientação formal e segura.

Outrossim, é importante também discutir como o aplicativo “TikTok” afeta negativamente a sanidade psicológica dos jovens. Segundo o psicólogo e pesquisador Eslen Delanogare, o uso compulsivo de redes sociais, especialmente os aplicativos com funcionamento similar ao citado, cria recorrência em problemas relacionados à ansiedade, haja vista que a compulsividade observada é resultado de estímulos constantes dos conteúdos publicizados no ambiente digital. Conforme o mesmo pesquisador, o comportamento é similar ao viciado em drogas como cocaína e crack.

Em face disso, não há dúvidas que o “TikTok” possui influência negativa no comportamento dos jovens. Dessa forma, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve acrescentar uma disciplina de educação digital na grade curricular das escolas brasileiras, especialmente no ensino fundamental e médio, objetivando alertar os jovens para os perigos do uso desenfreado do aplicativo e de outros similares. Além disso, a imprensa, por meio de “workshops”, deve oferecer orientações quanto aos efeitos nocivos e boas práticas nas redes sociais. Com isso, o impacto negativo discutido poderá ser, de fato, mitigado.