O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 15/04/2024
O livro “A geração superficial”, do jornalista Nicholas Carr, discute sobre como a internet, principalmente as redes sociais, afeta negativamente certas funções cerebrais pelo modo como as informações são disseminadas. Nesse sentido, pode-se afirmar, que as mídias sociais, como o “Tik Tok”, além de viciarem o usuário, podem até mesmo deteriorar circuitos cerebrais, prejudicando a capacidade analítica de mais de 500 milhões de jovens que acessam a plataforma, segundo ela própria. Ou seja, o “Tik Tok” tem grande impacto no comportamento desse grupo.
Em primeira análise, é importante destacar que todas as redes sociais são viciantes e prejudiciais quando não se tem um autocontrole. Nesse contexto, o psiquiatra Rodrigo Grassi explica como a área tegmental central do cérebro produz dopamina, com mais intensidade em jovens, diante de uma experiência prazerosa, estimulando você a repetir ação continuamente. Sabendo disso, as redes sociais são produzidas de forma a estimular a produção de dopamina, fazendo a pessoa entrar num ciclo de vício difícil de se quebrar. Ou seja, é importante que crianças e adolescentes se conscientizem quanto ao uso de mídias, como o “Tik Tok”.
Em segunda análise, o uso constante desses aplicativos reflete na vida cotidiana do internauta e torna a mente deste incapacitada para pensamentos profundos. Nessa perspectiva, os vídeos de 1 minuto do “Tik Tok”, por exemplo, fornecem um volume de informações muito alto em pouco tempo, causando um nível anormal de dopamina no cérebro, segundo a PUCRS. Dessa forma, quando o estímulo de uma interação social com familiares ou o estudo não fornecem o mesmo nível de hormônio, as atividades tornam-se desinteressantes e o adolescente prefere por ficar o dia assistindo esses vídeos, afetando a capacidade de pensar e de socializar. Logo, o excesso de redes sociais mostra-se um problema para a geração atual.
Assim, pode-se concluir que, embora, as mídias possibilitem um maior acesso à informação, estas também são prejudiciais quando não controladas. Então, o governo deve, por meio do Congresso Nacional, aprovar um projeto de lei que limite o uso das redes sociais, por no máximo 2 horas ao dia, como outros países fizeram. Dessa maneira, os impactos dessas ferramentas poderão ser controlados.