O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 16/04/2024
A Constituição Federal de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde e ao bem-estar. Contudo, nota-se que o Brasil enfrenta problemas na garantia desses direitos por parte de sua população. De maneira análoga a isso, destaca-se a parcela jovem da população que tem seus direitos comprometidos por motivos de uso do aplicativo de mídia TikTok, fato motivado pelo uso excessivo do aplicativo, bem como pela insuficiência de políticas públicas para saúde mental.
Sob esse viés, é inegável o uso excessivo do aplicativo TikTok por jovens brasileiros. Esse fato pode ser observado através de dados de pesquisa feita pela Common Sense Media em parceria com a Universidade de Michigan, onde percebe-se que o TikTok é o aplicativo mais usado entre a maior parte dos jovens entre 11 e 17 anos, com uma média de uso de aproximadamente duas horas por dia. Assim, constitui-se um cenário preocupante.
Além disso, destaca-se a falta de políticas públicas para saúde mental. Nesse prisma, segundo pesquisa Datafolha de 2022, 80% dos brasileiros com idade entre 15 e 29 anos experimentaram algum problema de saúde mental. Esse fato evidencia um grande número de vítimas que sofrem com condições de saúde mental preocupantes, contrastando com o número insuficiente de políticas públicas no combate a essa problemática. Logo, faz-se necessário combater essa situação.
Portanto, conclui-se que é papel do Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, no dever de proteger a juventude brasileira do impacto do TikTok na saúde e no bem-estar, investir em políticas públicas de bem-estar e de combate ao uso excessivo da tecnologia. Isso pode ser feito através de palestras em escolas acerca dos efeitos do aplicativo TikTok, e do uso excessivo desse, no comportamento e no bem-estar dos jovens, bem como através de atendimentos psicológicos disponíveis de forma online e presencial para dar suporte psicológico às vítimas do uso excessivo do TikTok e às pessoas que sofrem com problemas de saúde mental como consequência, ou não, do uso excessivo desse. Dessa forma, o que promete a Constituição será realidade no Brasil.