O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 19/06/2024

No século IX a.C., o poeta Homero apresentou uma das mais importantes obras da literatura: Ilíada, cujo herói “Aquiles” foi mortalmente atingido por uma flecha em seu ponto fraco: o calcanhar. Hoje, fora da ficção, a sociedade enfrenta diversos “calcanhares” e um deles è a mudança negativa no comportamento da juventude gerada pelo aplicativo “TikTok”. Logo, tornam-se fundamentais dois caminhos: entender a lógica por trás do “TikTok” e analisar a limitação do estado.

A princípio, é lícito pontuar que a função do aplicativo analisado é assistir e criar vídeos curtos que causam satisfação. Isso resulta no consumo desenfreado de vídeos, causando a falsa sensação de necessidade e dificuldade ao realizar tarefas longas que precisam de concentração. Essa consequência prova a reflexão de Ray Bradbury no seu livro “Fahrenheit 451”, cuja presença da sociedade “não pensante” resultava do alto consumo de programas de TV e falta de livros. Logo, a realidade distópica de Ray precisa ser combatida na realidade.

E ainda, cabe reverberar, a foma restrita como o estado lida com a preservação dos jovens no Brasil. Isso ocorre pois a inópia de políticas públicas satisfatórias se contrapõem ao artigo 6 da “Constituição Cidadã”, que garante a infância. Como na obra “Cidadão de papel” -de Gilberto Dimenstein- cuja “Legislação Tupiniquim” fora perfeita dentro de valores utópicos, mas na realidade o que se observa é a população desassistida pelo Estado. Logo, enquanto a regra colocar alguns cidadãos fora do padrão, a Constituição Federal será um “papel em branco”.

Infere-se, portanto, que medidas coercitivas devem ser adotadas para tentar diminuir o impacto TikToK nas mentes jovens. Para isso, cabe a técnicos em computação e programação em parceria com diretores de redes de ensino fundamental, criarem formas de mostrar aos adolescentes os impactos de tal aplicativo, como palestras com autoridades na aréa tecnológica; por meio de projetos de imersão para formar alunos que saibam evitar esses resultados. E ainda, cabe às secretarias da educação junto com pais e responsáveis, garantir o direito a infância longe das telas que podem prejudicar nessa fase, por meio de atividades voltadas para a participação infantil nas praças da cidade; tornando a infância uma fase segura longe do famoso “deficit de atenção”.