O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 02/11/2024

No livro Cidadão de Papel,do jornalista Gilberto Dimenstein, a denúncia da ineficácia de diversos mecanismos legais é feita, evidenciando uma cidadania aparente — metáfora utilizada pelo autor. Nesse sentido, pode-se relacionar tal premissa ao que ocorre no Brasil, por exemplo, o impacto,negativo, da rede social “TikTok” no comportamento dos jovens. Em virtude do descaso governamental e do ritmo de vida acelerado, fatores que perpetuam essa mazela.

Efetivamente, conforme descrito pelo jornalista Eliane Brum, em seu livro “Exaustos, Correndo e Dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dia/7 dias por semana”. Portanto, verifica-se que os pais desses jovens, por estarem em um ritmo de produção veloz, não dão a devida importância as consequências do uso, mal supervisionado, da mídia social “TikTok”, por exemplo, o desenvolvimento de diversos quadros psicológicos,como, ansiedade, depressão ou até o déficit de atenção, principal causa do baixo desempenho escolar dos jovens, causado pelo efeito extramente viciante do uso da rede.

Ademais, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos os direitos básicos, como o bem-estar, são assegurados a toda a população. Entretanto, consequente ao descaso governamental, isso não ocorre, tendo em vista que o Governo não opera como orgão fiscalizador do conteúdo que é postado dentro da rede social “TikTok”. Por consequente, muito adolescentes são expostos a vídeos, que em sua faixa etária são problemáticos, por exemplo, vídeos com consumo de drogas, com conteúdo sexualmente apelativos, com prática de bulling, entre outros. Assim, muitos indivíduos tem seus direitos constitucionais negados.

Logo, cabe ao Estado investir uma parte do Produto Interno Bruto(PIB), para mitigar a questão acerca do “TikTok”. Isso deve ser feito por meio de campanhas de conscientização, vinculadas na grande mídia, que terão como objetivo explicitar as graves consequências do mal uso do “TikTok” e assim alertar os responsáveis por esses jovens, de sua responsabilidade na fiscalização do uso da rede por seus filhos. Assim, contrapondo o denúnciado por Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”.