O impacto do TikTok no comportamento de jovens
Enviada em 07/04/2025
O mundo vive uma era de transformação digital, em que as redes sociais desem-penham papel central na vida dos jovens. O TikTok, com seu formato dinâmico e conteúdos curtos, destaca-se ao captar a atenção por meio de algoritmos que esti-mulam a liberação de dopamina. Estudos da NeuroImage demonstram que esse estímulo contínuo pode desencadear comportamentos de dependência, eviden-ciando que os efeitos dos algoritmos na saúde mental e as consequências sociais do uso excessivo vão além de ser apenas um meio de distração.
Os algoritmos promovem padrões irreais de beleza, estilo de vida e sucesso, gerando sentimentos de inadequação, baixa autoestima e ansiedade. Pesquisa na revista Plos One revelou que apenas oito minutos no TikTok podem abalar a autoestima de uma mulher, ocasionando sinais iniciais de depressão, ansiedade e transtornos alimentares.
Além disso, o uso excessivo do TikTok prejudica a sociabilização e enfraquece as relações interpessoais. A constante exposição a vídeos curtos e altamente estimu-lantes reduz a capacidade de concentração e paciência, tornando as interações presenciais menos atrativas. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, em A Sociedade do Cansaço, a hiperestimulação digital provoca esgotamento psíquico e impede a construção da identidade por meio do convívio com o “outro”. Assim, o excesso de tempo em ambientes virtuais afasta os jovens de experiências sociais essenciais, como diálogos profundos, convivência familiar e laços comunitários.
Diante desse cenário, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com especia-listas em saúde mental, promover campanhas educativas nas escolas públicas e privadas por meio de palestras interativas e oficinas digitais. Tais ações devem abordar os riscos do uso prolongado das redes sociais e incentivar o consumo consciente das tecnologias, para alertar os jovens para os perigos do uso excessivo. Ademais, o Ministério das Comunicações deve propor a criação de mecanismos de alertas personalizados, informando os usuários sobre os efeitos adversos no bem-estar. Com essas medidas, busca-se promover o equilíbrio entre a vida digital e as relações presenciais, fortalecendo a saúde mental e o convívio social dos jovens brasileiros.