O impacto do TikTok no comportamento de jovens

Enviada em 06/04/2025

A popularização do TikTok entre crianças e adolescentes tem provocado mudanças significativas em seus hábitos e modos de se relacionar com outras pessoas. Entre os pontos mais preocupantes estão a diminuição da capacidade de concentração e fortes incentivos por parte da rede social e criadores de comportamento e aparência irreais ou absurdos que influenciam os usuários de maneira discreta. Portanto, é necessária a supervisão sobre como o uso excessivo da plataforma pode afetar a saúde mental e a formação ­pessoal dos jovens.

Em primeiro ponto, o formato acelerado e viciante dos vídeos curtos ajuda em uma redução de atenção e paciência para atividades mais longas e que precisem de maior concentração. Muitos jovens relatam dificuldade de foco nos estudos e em interações fora da internet, fator que ocorre porque o cérebro dos mesmos já se acostumou com estímulos rápidos e recompensas cerebrais instantâneas, o que prejudica a construção de hábitos melhores de aprendizagem e socialização.

Ademais, o TikTok reforça estereótipos e padrões impossíveis, o que pode gerar ansiedade e baixa autoestima. Jovens são expostos a conteúdos que valorizam padrões de beleza e sociais constantemente, criando grande pressão e afetando seu bem-estar psicológico de forma quase inconsciente. Além disso, segundo estudos sobre saúde mental da OMS (Organização Mundial da Saúde), transtornos de ansiedade e depressão, agravados por exposição contínua a redes sociais que promovem comparações e padrões irreais são extremamente comuns entre jovens no mundo todo hoje em dia, demonstrando uma grande insegurança em relação à própria imagem por parte dos mesmos.

Portanto, é de grande importância que o Ministério da Educação, órgão responsável por promover políticas públicas educacionais em todo o Brasil, implemente programas de educação sobre a mídia nas instituições de educação por meio de parcerias com especialistas em saúde mental e comunicação, palestras e incentivos com campanhas escolares, a fim de promover o uso consciente das redes sociais e fortalecer o pensamento crítico entre os estudantes. Desse modo, jovens poderão reduzir sua baixa autoestima em relação à si próprios e problemas mentais causados pela alta exposição aos vídeos curtos.