O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 19/10/2019

Muito se discute acerca da intensificação das trocas comerciais e o fim do protecionismo econômico entre nações. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao impacto comercial de blocos econômicos no progresso de seus integrantes. Em 1957, foi criado a União Europeia, atualmente o maior bloco econômico do mundo, no entanto, em 2016, iniciou-se uma crise relacionada ao protecionismo social e alfandegário, tendo como fator principal a saída do Reino Unido do bloco, o chamado ‘‘BRexit’’. Esse debate, portanto, transpassa questões comerciais ou alfandegárias e atinge todo o desenvolvimento de uma nação.

Essa discussão de caráter político, remonta a história da consolidação do sistema capitalista no mundo, desde o mercantilismo até a globalização e a integração dos mercados e bolsas econômicas, corroborando o ideal dos blocos. Dessa forma, a institucionalização dos blocos econômicos, em prol do benefício do comércio internacional, relega o protecionismo social de algumas nações, como no caso do ‘‘BRexit’’, provocando crises: sociais, econômicas e diplomáticas em todo o bloco. No entanto, a facilitação das trocas comerciais e a migração de indivíduos qualificados nas nações integrantes, tornam os países mais requisitados à negociações internacionais e até como centro de pesquisa acadêmica e científico.

Somado a isso, os ideais políticos e a vulnerabilidade econômica de países que impedem o progresso de determinados blocos. Tal fator é ratificado pelo impasse de Brasil e Argentina no Mercosul (Mercado Comum do Sul), bloco criado com o ideal de ser uma zona de livre comércio, no entanto, com o óbice de tais países, tornou-se, apenas, uma união aduaneira. Desse modo, a problemática do protecionismo: social, econômico ou alfandegário, propicia uma instabilidade no desenvolvimento do bloco econômico e consequentemente no comércio dos países integrantes. Diante disso, a discussão acerca das trocas comerciais e as barreiras fiscais de países integrantes de blocos econômicos persiste.

Com o intuito de favorecer as trocas comerciais e as negociações financeiras internacionais aos integrantes de blocos econômicos, é adequado que o protecionismo alfandegário e social das nações seja suprimido pelas vantagens comerciais do do bloco. Tal finalidade pode ser alcançada através de negociações liberais entre diversos blocos a fim de intensificar o comércio financeiro dos integrantes de cada segmento, além de guarnecer indivíduos qualificados e oferecer competência aos acadêmicos. Dessa forma, os partícipes de blocos econômicos estarão mais visados às transações comerciais do mundo capitalista a fim do progresso sustentável das nações.