O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 28/08/2019

Segundo o filosofo e economista britânico Adam Smith, a divisão do trabalho permite a descentralização da cadeia produtiva. A livre iniciativa e a livre negociação permitem que cidadãos troquem mercadorias e possam atingir uma melhora na sua situação, que é a ideia dos blocos econômicos. A divisão do trabalho é um dos capítulos mais famosos de “A Riqueza das Nações” livro escrito por ele, Smith comenta sobre como a centralização é contra-produtiva. Trazendo a ideia de Smith para a contemporaneidade, os blocos econômicos limitam as áreas de atuações de seus países.

O Brasil já foi prejudicado economicamente pelo MERCOSUL em diversas situações, em 2004, o Brasil perdeu segundo estudo feito pelo Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), cerca de US$ 1 bilhão em relações comerciais. Além disso, o levantamento também aponta que, se tivesse firmado a aliança, o comércio exterior de etanol brasileiro poderia ter crescido 42% no período.

Para o Brasil firmar acordos econômicos com países que não sejam do bloco do MERCOSUL o mesmo deve se desvencilhar de cláusulas que o obrigam a negociar somente com a participação dos outros países do MERCOSUL, assim sendo outra problemática que prejudica a economia brasileira. Segundo o cientista político Benjamim Franklin,” Tem cuidado com os custos pequenos, uma pequena fenda afunda grandes barcos.”

Portanto, ciente de tais riscos, cabe ao Ministério das Relações Exteriores buscar a flexibilização de tais regras, renegociando contratos, de forma que, o crescimento de uma nação impacte positivamente as demais. Esse efeito fortaleceria as relações entre esses países, sem minar a autonomia comercial-econômica e enrijecer as múltiplas oportunidades de cada um.