O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 03/09/2019

A criação da União Europeia em 1992, tinha entre os objetivos, a livre circulação de mercadorias entre os países membros, fortalecendo a economia do velho continente. Esse fato, motivou, em contraponto, outras nações criarem blocos econômicos. Contudo, esses, ao buscarem proteção regional,  podem, também, inviabilizar o crescimento da economia, por limitar a liberdade fazer negócios com países não signatários.

Por uma lado, barreiras alfandegárias são reduzidas com a criação dos blocos econômicos, cujo objetivo é o fortalecimento da indústria e comércio regional. Dessa forma, acredita-se melhorar a competitividade dos procutos da região, em detrimento da concorrência externa. Nesse contexto, surgiram nas Américas, no final do século XX, a ALCA, liderado pelos Estados Unidos e o Mercosul com o Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Este último,  no início mostrava-se promissor, contudo, não tem, no momento, demonstrado eficácia para amenizar a crise econômica que os afeta América do Sul.

Por outro lado, esses acordos que buscam a autoproteção, apequena a capacidade de crescimento por dificultar o livre comércio com países de outros blocos. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia Aplicada (IPEA), o Brasil já perdeu mais de um bilhão de dólares em negócios, neste século, pela inviabilidade de comerciar livremente com a União Europeia. Por isso, é imperativo que as nações analisem os indicadores econômicos para decidirem sobre as opções que, efetivamente, levem ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Infere-se, portanto, que os blocos comerciais pode ser bom, mas não para todos. Logo, faz-se necessário que governos com o do Brasil realizem estudos de viabilidade econômica em relação a permanência deles  nesses acordos. Para isso, devem acionar o Ministro a Economia para elaborar relatórios substanciados para a tomada de decisão. Neles devem constar indicadores históricos e tendência futura em relação ao desempenho do PIB. Assim, a nação poderá optar pelo crescimento duradouro.