O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 04/09/2019
A carta de “descobrimento” do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, por volta de 1500, descreve o início do interesse lusitano em terra tupiniquim. Fortalecido, posteriormente, no colonialismo. Nessa perspectiva, ao se fazer paridade com o tema, têm-se este cenário de “descobrimento” na contemporaneidade através dos blocos econômicos em que os países mais desenvolvidos se sobressaem perante os demais, que buscam-no como espelho, e assim exercem o “colonialismo” do século XXl. De fato, o impacto transmitindo por meio deste comércio transparece numa face de aculturação social. Essa mazela urge, a priori, na desatenção do poder público no que diz respeito a preservação e valorização da cultura local. Consoante ao defendido pelo filosofo Maquiavel em sua obra, “O príncipe”, basta o rei aparentar se relacionar de forma amigável para ter confiança. De maneira análoga se faz a atuação do estado quanto a cultura, já que, ele se torna maniqueísta por ter a obrigação de agradar seus parceiros econômicos e, por tabela, a sociedade. Têm-se como exemplo o incêndio do museu nacional na cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma, o produto de tamanha desatenção se encontra em uma hegemonia de valores. Por sua vez, outro vetor que corrobora para tal problemática está sombreado na superposição de valores frente a outros no caleidoscópio social. De acordo com Carlos Drummond de Andrade “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, neste fragmento de poema se encontra um empecilho que ao se parear com o tema, encontra-se na superioridade de produtos importados que proporciona algo almejado dentro do universo coletivo , enfraquecendo os mercados locais, processo que se torna repetitivo. Ora, tais ações acabam por procriar “sísifos sociais” que fomentam a sustentação dessa estratagema no universo globalizado. Refletir entorno dos impactos ocasionados se faz substancial, a proporção que, tais relações vitaminizam a dependência, portanto, cabe ao estado garantir interesses internos através de um protecionismo que objetive a efetivação de seu poderio, ademais, o ambiente familiar deve transmitir valores pertinentes através do diálogo com o fito de garantir conhecimento sobre seus primórdios. Sendo assim, evitará futuras “colonizações” por intermédio do encurtamento das fronteiras, afinal, conforme o filósofo Santo Agostinho “enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer”.