O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 09/09/2019
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, vários países europeus tiveram a necessidade de juntarem em um bloco econômico para estabilizar suas economias, sendo que futuramente esse bloco seria denominado União Europeia. Nesse contexto, nota-se que esses blocos facilitam o comércio entre seus integrantes, contudo, os países que aderem esse acordo acabam perdendo autonomia da soberania nacional.
Em primeira análise, é notável que há a redução de impostos entre países membros dos blocos. Fato fundamental para o desenvolvimento econômico de um país, segundo o economista britânico Adam Smith, quanto menores forem as barreiras entre as nações, maior será o sucesso econômico do Estado e de seus indivíduos. Para se ter uma ideia, por não ter realizado um acordo com a UE em 2004, o Brasil perdeu, segundo estudo feito pelo Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de US$ 1 bilhão em relações comerciais. Sendo assim, os blocos econômicos são de extrema importância para o desenvolvimento dos países envolvidos, por ajudarem em uma integração maior de mercadorias e até mesmo de pessoas.
Entretanto, a participação de um país em um bloco econômico pode ser prejudicial, uma vez que a partir de alguns acordos a soberania nacional é posta de lado, limitando a autonomia das nações. Essa vertente é comprovada pelo “Brexit”, saída do Reino Unido da União Europeia, o maior bloco econômico do mundo. Sendo que esse rompimento, se deu pela alegação do parlamento britânico de o bloco é prejudicial a soberania do país, por estabelecer regras para assuntos como imigração e destinação de recursos públicos. Dessa forma, é evidente um desvio do propósito liberal e comercial que impulsionou a criação desses grupos.
Portanto, é notório que os impactos dos blocos econômicos no comércio dos países muitas vezes são negativos. Posto isso, é necessário que o Ministério da Fazenda/Economia dos países membros do grupo econômico por conferência com líderes do Mercosul e demais blocos econômicos, realizarem uma reestruturação normativa das regras que regem tais blocos. Essa reestruturação deverá, preferencialmente, retirar as normas que afetam, de modo negativo, o comércio e a economia nacional. Com isso, a dinâmica dos blocos econômicos não afetarão as individualidades das nações membras do grupo.