O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 13/09/2019
É notório que o advento da globalização aumentou o comércio e as relações econômicas globais. Entretanto, é visto que os acordos econômicos entre os países tem impactado, principalmente, os subdesenvolvidos e em suas indústrias devido as diferenças de realidades econômicas entre os países e a concentração de poder e vantagens para os mais desenvolvidos. Dessa maneira, é necessário o Estado Brasileiro compreender as consequências dos blocos econômicos para o comércio nacional, bem como trabalhar para auxiliar as indústrias locais.
Segundo o pensamento do sociólogo Émilie Durkheim, Fato Social é um acontecimento do passado que moldou o comportamento da sociedade atual. Essa compreensão se baseia na mudança do pensamento econômico de anteriormente, com o fim do Feudalismo e o início da atividade burguesa, o comércio. Desse modo, os Estados Nacionais foram buscando alianças entre eles para facilitar a importação e exportação de produtos, que evoluíram e se tornaram os Blocos Econômicos atuais. Porém, as diferenças socioeconômicas dos países unidos em blocos são o principal motivo de crise nesses sistemas, como o exemplo da Crise da União Europeia em 2008, que fez países como a Grécia, Espanha e Portugal necessitassem de ajuda econômica dos mais ricos.
Ainda é possível citar, nessa temática, a diferença entre países de blocos diferentes que fazem acordos econômicos. Nesse caso, os países mais desenvolvidos, que possuem empresas consagradas e exportam, além de produtos, a cultura ali vivida, possuem vantagens em alianças comerciais, pois aumentam seu mercado consumidor. Já os subdesenvolvidos, não conseguem competir com esses produtos em sua indústria nacional por causa do baixo valor dos produtos estrangeiros que chegam no território. Assim, torna-se essencial que o Estado apoie a economia brasileira e sua indústria, priorizando seus produtos.
Conclui-se, portanto, a fundamentabilidade das ações governamentais para a valorização do comércio nacional. Logo, é preciso que o Estado, mediante o Ministério da Economia, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, analise as propostas dos acordos comerciais para melhor desenvolvimento das prática econômicas nacionais, a fim de preservar os empresários e produtores brasileiros. Também, é de dever dos mesmos, aumentar a produtividade da indústria nacional, concedendo licenças para as empresas e diminuição de impostos, com o intuito de melhorar a indústria e comércio brasileiro.