O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 06/10/2019

Segundo o filósofo Voltaire, “o país onde o comércio é mais livre será sempre o mais rico e próspero, guardadas as proporções”, a política capitalista mundial marcada pelo comércio e busca por lucro e influência, definem cada vez mais a frase de Voltaire, de modo que países buscam influência mundial e desenvolvimento, objetivo muitas vezes alcançado ou intensificado pelo estabelecimento de blocos econômicos - acordo intergovernamental, com destaque para economia. Porém, acordos comerciais entre países apresentam fragilidades e mudanças ao decorrer de Governos, de modo que crises ou governantes novos podem motivar um fim desses acordos, a exemplo do Nafta, acordo entre Estados Unidos, Canadá e México.

Os Blocos econômicos fazem-se como importantes modificadores de relações comerciais entre os países, não só integrantes, mas sim com impacto mundial. Exemplo desta influência encontra-se na União europeia que propicia diversos acordos para proteção e desenvolvimento da economia de seus países membros. Todavia, blocos econômicos são regidos por regras comum a todos membros, essas que nem sempre são aceitas ou agradam os participantes, esses que buscam obter apenas as partes positivas dos tratados, mas buscam evitar as desvantagens do acordo.

O Brexit, saída do Reino Unido da União Europeia, demonstra-se como sendo um exemplo claro das desvantagens desses acordos; motivado por descontentamento em relação a ajuda com países economicamente mais fracos e pela questão do agravamento do número de refugiados e a política de agregação desses. Porém a denúncia a Blocos Econômicos não fazem-se como tão fáceis e muitas vezes gera atrito e desavenças entre governantes e a própria população.

Segundo o geógrafo Milton Santos em sua obra “globalização como fábula”, vivemos em um mundo onde há a busca por retratar o mundo como perfeito, escondendo seus defeitos e a perversidade existente, onde a busca pelo lucro coloca-se acima da busca por solucionar problemas básicos, assim como ocorre com países integrantes de blocos econômicos, que muitas vezes visam mais o lucro que a ajuda ao parceiro de tratado, assim como ocorre em casos como os da Venezuela, no Mercosul; e o da Grécia, na União Européia.

Levando em consideração esses aspectos tem-se o contraste entre as políticas individualistas de países e a política de junção entre países promovida pelos blocos econômicos, porém, para diminuir esses impactos deve haver uma busca por parte dos diversos países em estabelecer acordos vantajosos a todos, de forma a promover menores desavenças, para que desse modo possam desenvolver todo o potencial existentes para com esses blocos econômicos.