O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 01/10/2019
A União Europeia, UE, é um bloco econômico criado no início dos anos 1990 com o intuito de estabelecer mútua cooperação política e econômica entre os estados membros. Sua história remota ao fim da Segunda Grande Guerra com a criação da Comunidade Econômica Europeia instituída pelo Tratado de Roma. Contudo, foi apenas em 1992, com a assinatura do Tratado de Maastricht, na Holanda, é que a UE oficialmente é concebida. Com o bloco, foram firmadas políticas de livre circulação de mercadorias, pessoas e serviços, bem como uma agenda voltada à defesa de direitos civis e de proteção ambiental. Com a adesão da Croácia em 2013, a organização que hoje conta com 28 membros, é o exemplo mais bem representativo do sucesso dos blocos econômicos, e de como eles podem, portanto, impactar, positivamente, o comércio nos países associados.
Nesse sentido, é válido citar, também, o bom exemplo do México. Com uma economia estável que apresenta bons índices de crescimento, o país colhe os frutos de uma responsável política fiscal, um ambicioso programa de reformas e, principalmente, à abertura comercial de sua economia. O NAFTA, Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, tem um papel essencial para a livre circulação de produtos, negociação e preços de mercadorias, além de menores impostos. Nas palavras do ex-presidente mexicano, Peña Nieto, “Um grande acordo, ótimo para o México!”, evidenciando a importância do bloco.
Sob essa mesma perspectiva, entende-se a celebração realizada em torno do tratado Mercosul-UE, promulgado esse ano, após 20 anos de negociações. O acordo promete ganhos bilionários, beneficiando, principalmente, o setor agrícola no Brasil, explicam os economistas. Tratados bilaterais, como esse, evidenciam a importância da globalização para as economias emergentes e, dessa maneira, abrem precedentes, segundo o Ministro Paulo Guedes, para possíveis assinaturas de acordos futuros.
À vista disso, é essencial que o Senado dê prosseguimento ao texto da Reforma da Previdência, pois sua aprovação é de fundamental importância para a economia do país. Outras reformas, seguindo o exemplo do México, são cruciais, como a Reforma Tributária, que necessita ser apreciada pelo Congresso. O conjunto dessas reformas é importante porque mostra responsabilidade na gestão política do Brasil, possibilitando,logo,um melhor ambiente para investimentos e acordos. Ademais, o Ministério da Economia tem a prerrogativa de conduzir o orçamento federal com maior eficiência e transparência, permitindo, assim, uma adequada saúde fiscal. Além da imagem interna, o Brasil precisa cuidar de sua imagem externa. Para isso o Ministério das Relações Exteriores deve agir, instituindo uma política livre de ideologias e amarras culturais, privilegiando, pois, países que possam fornecer benefícios a economia brasileira,como os EUA, ampliando nossos mercados consumidores e expandindo nossa influência global.