O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 10/10/2019

Com a evolução dos sistemas econômicos e configurações de Estado, desde o feudalismo, mercantilismo, socialismo até o atual capitalismo, o Brasil se posicionou favorável ao livre mercado internacional, consequentemente o sistema capitalista. Entretanto, por firmar acordos internacionais danosos à economia da nação com o Mercosul e levantar altas cargas tributárias aos produtores brasileiros, o Brasil se vê em um entrave comercial que precisa ser debatido e solucionado.

Primeiramente, é importante destacar os entraves comerciais em que o Brasil está submetido. Este, por ser um país sul-americano, efetuou acordos com o bloco econômico Mercosul, que possui ligação com Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Esse bloco econômico sul-americano tem demasiada política protecionista, a qual impede o país de firmar acordos comerciais com a União Europeia, por exemplo. De acordo com estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil já deixou de faturar cerca de 1 bilhão de dólares em 2004. Tal estudo demonstra com precisão que as cláusulas acordadas com os países pertencentes ao Mercosul pouco contribuíram para os avanços econômicos da nação. Parafraseando o pensamento do político estadunidense John Foster, não há países amigos, mas interesses comuns. Dessa forma, é considerável rever os acordos fixados pelo Brasil com o Mercosul, para o desenvolvimento e o bem da nação.

Além disso, os produtores nacionais de vinho enfrentam a concorrência internacional de maneira desleal no mercado brasileiro. Outrossim, o custo da garrafa nacional corresponde a 44,3% de taxas e cargas tributárias, como o ICMS, PIS, COFINS e IPI, o que favorece apenas os produtores internacionais, que aproveitam o gradativo abrandamento dos impostos sobre importados, prejudicando ainda mais os produtores brasileiros. De acordo com o escritor estadunidense Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de uma nação. De maneira análoga, cabe aos produtores nacionais reivindicarem seus direitos e equidade nas tributações impostas pelo Governo, com a intenção de promover igualdade comercial.

Portanto, para que os impactos dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes sejam benéficos, urge que o Ministério da Economia crie, por meio de debates em fóruns e espaços de acordos internacionais de comércio, tratados satisfatórios de independência em relação ao Mercosul, com o intuito de facilitar acordos diretamente com as nações de interesse em questão. Ademais, que o Ministério da Economia, em conjunto das instituições reguladoras do comércio, crie formas de amenizar a carga tributária imposta aos produtores nacionais, a fim de estabelecer uma competição comercial mais igualitária. Nessa perspectiva, a condição econômica do país será mais digna e justa.