O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 10/10/2019
Em 1995, foi firmada uma união política e econômica, formada majoritariamente por estados europeus, chamada União Europeia (UE). Nesse contexto, percebe-se presente a delimitação comercial definida para países pertencentes aos blocos econômicos. Por consequência, impactos negativos são gerados no comércio daqueles, os quais podem ser, principalmente, pela dependência problemática entre os integrantes e o aumento da sua desigualdade econômica.
Convém ressaltar, a priori, a influência da interdependência comercial inserida nos blocos econômicos. Isso porque, muitos integrantes não têm capital suficiente, resultando na sua exclusão e, apenas, na permanência comercial dos desenvolvidos. Além disso, o interesse por produtos não é consensual, o que atravanca a fluidez dos negócios. Esse cenário é exemplificado pelo estudo feito pelo Instituto Pesquisa Econômica Aplicada, o qual estima a perda do Brasil de 1 bilhão de dólares por não ter realizado um acordo com a UE no passado.
Ademais, os blocos econômicos estimulam a desigualdade entre os participantes. Está em formação um acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia, que finda zerar suas taxas de importação, em até 8 anos. Isso fragiliza o comércio local do bloco menos favorecido, pois sua venda de produtos com altos impostos torna-se fragilizada, após ser preterida por outro mais barato. Exemplo disso recai na venda de vinho brasileira, cuja importação é advinda do Chile e de Portugal, porém, com tal processo, será mais benéfico adquiri-los da Europa.
É urgente, portanto, a tomada de medidas atenuantes aos entraves abordados. Para isso, o Estado dos países dos acordos comerciais devem incentivar a produção interna, através do investimento na fabricação de produtos diversos, a fim de diminuir sua interdependência com vizinhos. Outrossim, as tarifas devem ser reduzidas pelos mesmos, com intuito de mante-los nivelados economicamente. Com tais ações será possível, por fim, homogeneizar o comércio mundial.