O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 18/10/2019

A saída do Reino Unido da União Europeia, maior bloco econômico do mundo, coloca em pauta a influência das uniões comerciais sob a organização econômica das nações participantes. É evidente que a adesão dos países aos blocos econômicos traz tanto benefícios quanto malefícios, visto que se por um lado facilita as relações alfandegárias, por outro, os momentos de crise afetam a todos os países integrantes.

Pode-se perceber que, ao fazer parte de um bloco econômico o país obtém vantagens para sua economia, uma vez que as facilidades alfandegárias lhe conferem um extenso mercado consumidor. O acordo de livre comércio, sem a cobrança de taxas para a entrada e saída de produtos, entre os países participantes da União Europeia, característica da política de união aduaneira adotada pelo bloco, foi um dos principais fatores que possibilitaram a reestruturação da Alemanha, após a 2ª guerra mundial. Logo, percebe-se que, a filiação de um país a um bloco econômico pode ser, por meio do comércio, fundamental para sua economia.

No entanto, nota-se que, a união econômica dos Estados de um bloco pode ser prejudicial aos países em tempos de adversidade. A crise econômica enfrentada pela Grécia, em 2008, repercutiu em toda Zona do Euro, afetando negativamente a Alemanha. O país germânico, em meados de 2019, se viu obrigado a fechar empresas, além de perder investimentos de importantes multinacionais não-europeias. Com isso, é importante notar a influência prejudicial que um bloco econômico pode exercer sobre seus integrantes em situações críticas, visto que a crise em um deles pode prejudicar as relações de comércio nos outros.

Desse modo, é indispensável a administração correta dos impactos dos blocos econômicos no comércio de seus países. Para tal, é preciso que cada Estado, em conjunto de seu Ministério das Relações Exteriores, avalie, por meio do estudo cuidadoso das propostas de união, as vantagens e possíveis entraves que a adesão a um bloco pode trazer para suas relações comerciais e economia. Ademais, faz-se necessário que o governo de cada país, por meio do Ministério da Economia, pondere, ao utilizar de simulações, como uma crise econômica no bloco pode afetá-lo, para que, assim, possa tomar uma decisão correta quanto a sua adesão a um acordo intergovernamental de comércio.