O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 21/10/2019
O Tratado de Panos e Vinhos realizado entre Inglaterra e Portugal trouxe uma desigualdade de benefícios entre os países em questão. Hodiernamente, mesmo com hiato histórico-temporal, muitos problemas com o mesmo teor acontece, e países, como o Brasil, se veem presos em velhos acordos que não proporcionaram o desenvolvimento planejado. Logo é crucial analisar fatores que propiciam tal situação, como o baixo planejamento no momento de entrar em blocos econômicos e a falta de um nacionalismo forte.
É fundamental, de início, analisar a influência dos parâmetros adotados no momento de inserção em blocos no lento desenvolvimento que o país possui. Muitos dos tratados assinados pelo Brasil levaram em consideração as perspectivas das outras nações que compunham tal grupo de comércio. Contudo, muitos deles não conseguiram atingir o desenvolvimento esperado e tornaram-se um peso para a nossa economia, já que, em razão das diretrizes que existiam nos tratos, há certo limite para negociação com superpotências. Esse tipo de relação é bastante vista em relações biológicas conhecidas como parasitismo, em que um organismo (hospedeiro) torna-se refém de outro, sendo de tremenda dificuldade a desassociação, pois, para o parasita, tal situação é proveitosa.
Admite-se, ainda, a preferência por essas negociações no precário desenvolvimento do mercado interno. Desde o período colonial a economia brasileira é focada em abastecer outras nações, sendo que hoje, através da agricultura empresarial, isso ainda se mantém. Desse modo, não houve a possibilidade que trabalhar as negociações dentro do Brasil, havendo, muitas vezes, taxas e impostos que mantém a visão dos comerciantes para fora.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Fazenda, em conjunto com bancos, auxiliar os médios latifúndios à preferir negociações interestatais, através de empréstimos de baixos juros, que tragam um maior incentivo e produtividade para esse fazendeiro.