O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 22/10/2019
A saída do Reino Unido da União Europeia, maior bloco econômico do mundo, coloca em pauta a influência das agregações comerciais sob a organização econômica das nações participantes. É evidente que, a adesão dos países aos blocos econômicos traz tanto benefícios quanto malefícios, visto que se por um lado facilita as relações alfandegárias, por outro, os momentos de crise afetam aos os territórios integrantes.
Pode-se perceber que, ao fazer parte de um bloco econômico, o país obtém vantagens para sua economia, uma vez que as facilidades alfandegárias lhe conferem um extenso mercado consumidor. Sabe-se que, o acordo de livre comércio, sem a cobrança de taxas para a entrada e saída de produtos, entre os países participantes da União Europeia, característica da política de união aduaneira adotada pelo bloco, foi um dos principais fatores que possibilitaram a reestruturação da Alemanha, após a segunda guerra mundial. Logo, percebe-se que, a filiação de um país a uma associação financeira pode ser, por meio do comércio, fundamental para sua economia.
No entanto, nota-se que, a união econômica dos Estados de um bloco pode ser prejudicial aos países em tempos de adversidade. Por meio disso, a crise econômica enfrentada pela Grécia, em 2008, repercutiu em toda Zona do Euro, afetando negativamente a Alemanha. Segundo uma reportagem da BBC, o país germânico, em meados de 2019, se viu obrigado a fechar empresas, além de perder investimentos de importantes multinacionais não-europeias. Com isso, é importante notar a influência prejudicial que um bloco econômico pode exercer sobre seus integrantes em situações críticas, visto que a crise em um deles consegue prejudicar as relações de comércio nos outros.
Sendo assim, é nítido que, a filiação a um grupo de países de mesmo viés político e econômico deve ser, portanto, analisada criteriosamente, em razão de possíveis danos aos territórios integrantes. Desse modo, é indispensável a administração correta dos impactos dos blocos econômicos no comércio de seus países. Para tal, é preciso que cada Estado, em conjunto de seu Ministério das Relações Exteriores, avalie, por meio do estudo cuidadoso das propostas de união, as vantagens e possíveis entraves que a adesão a um bloco pode trazer para suas relações comerciais e economia. Ademais, faz-se necessário que o governo de cada país, por meio do Ministério da Economia, pondere, ao utilizar de simulações, como uma crise econômica no bloco pode afetá-lo, para que, assim, possa decidir corretamente quanto a sua adesão a um acordo intergovernamental de comércio.