O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 02/01/2020

Com o término da segunda guerra mundial os países vitoriosos buscaram ampliar seus campos de influência, momento histórico queficou conhecido como guerra fria. Neste contexto, foram formados blocos envolvendo países que pactuavam da mesma ideologia, seja ela capitalista ou socialista. Assim, mesmo que de forma não contratual, tiveram início os esboços do que mais tarde seriam os atuais blocos econômicos. Por conseguinte, os países interligaram seus mercados, por meio de blocos econômicos, de forma a compartilhar beneficies como também os ônus, além de otimizarem a desigualdade da balança comercial dos países com menor capital. Diante do exposto, é imprescindível a reavaliação dos acordos firmados para que se posso equilibrar os impactos que os blocos econômicos trazem para os comércios de seus integrantes, em especial aos países com menor poder aquisitivo.

É salutar, a princípio, analisar a concorrência desleal que as empresas nacionais travam contra as multinacionais pertencentes aos países que integram ao mesmo bloco econômico. Pois que, à medida que as multinacionais já consolidadas internacionalmente são estimuladas, mediante isenção de alguns impostos, a investirem no mercado nacional as empresas locais são taxadas abusivamente e sofrem com a burocratização. Deste modo, a probabilidade de as empresas estrangeiras dominarem o comercio local é de longe bem maior que a de uma nacional sobreviver as oscilações do mercado. Logo, os termos que regem os blocos econômicos devem levar em consideração a buscar pelo equilíbrio, favorecendo uma concorrência justa.

Além disso, a interligação dos mercados, mediante a formação de blocos econômicos, possibilita a formação de uma crise generalizada em caso de declínio na economia de algum país membro. Neste viés, são relevantes as críticas levantadas pelo Reino Unido contra o poderoso bloco econômico União Europeia que experimentou uma crise em decorrência do declínio nas economias do PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda e Espanha). Por isso, faz-se necessária a criação de mecanismos que mantenham a integridade das economias dos demais países membros de blocos econômicos durante períodos de crises isoladas.

É imperioso, portanto, a reavaliação e modificação dos termos que norteiam os blocos econômicos de forma a torna-los mais justos e seguros em períodos de crises. Para tanto, os Ministérios da Economia devem avaliar com cautela a cessão de privilégios às multinacionais, de forma a permitir uma concorrência equilibrada com as empresas nacionais, bem como desenvolvam mecanismos que tragam uma segurança aos países membros do bloco durante crises a nível local, tipo um fundo emergencial.