O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 20/02/2020

Segundo o estadista britânico Winston Churchil o principal objetivo da criação de um bloco econômico é facilitar o comercio de produtos e fortalecer as relações diplomáticas entre seus países membros. No entanto, ao observar a atual conjuntura internacional, o que se vê é que referidos acordos têm cumprido objetivos adversos de sua finalidade ao passo que cerceia a autonomia comercial de seus consorciados em detrimento dos interesses do grupo, além de interferir na política interna de seus integrantes. Dessa forma, o Brasil deve tomar precauções para não se subjugar a acordos internacionais desfavoráveis.

Inicialmente vale ressaltar que, de acordo com Adam Smith, o nível de desenvolvimento econômico de uma nação é proporcional à sua liberdade de comercializar seus produtos. Nessa senda, a ideia inicial dos blocos econômicos era impulsionar a liberdade comercial, no entanto, se tornou empecilho ao proibir, taxar ou penalizar o membro que comercializa seus produtos com outras nações sem prévia autorização. A exemplo disso, o Brasil, por estar associado ao Mercosul, e consequentemente impedido de negociar com a União Europeia, perde por ano, mais de um bilhão em relações comerciais. Isso mostra que as cláusulas desse acordo devem ser revisadas para garantir a soberania comercial da nação.

Em segunda análise, verifica-se ainda que as interferências dos blocos comerciais não se restringem apenas ao comércio, mas também, na política interna de seus constituintes. A título de exemplo, tem-se a união europeia, que realizou a união monetária entre seus países membros, a criação do euro, a unificação da polícia, além de ter fundado o parlamento europeu. Justamente toda essa intervenção no executivo, motivou a recente saída do Reino Unido, o chamado “brexit”, ao argumento de que, estando submetido às regras do bloco, o país perde sua soberania, sobretudo, quanto ao poder de decidir sua política de imigração.

Face ao acima exposto, conclui-se que os blocos econômicos perderam o foco e seus objetivos atuais estão na contramão do livre comercio e da soberania de seus constituintes. Desse modo, cabe ao governo federal, através de seu Ministério de Relações Exteriores, revisar as cláusulas dos acordos entabulados com o mercosul, a fim de garantir a soberania econômica e política da nação, e caso não seja possível, outra alternativa não resta, senão, a rescisão do acordo, para que assim a nação fique livre para comercializar seus produtos e decidir o que lhe for conveniente. Essas medidas servirão para melhorar a economia do país e garantir sua liberdade na condução de seus interesses internos e externos.