O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 23/05/2020
BENELUX, criado no final da Segunda Guerra Mundial, foi o primeiro bloco econômico formado com o objetivo de fortalecer a economia do período pós-guerra. A partir dele, outras organizações econômicas foram desenvolvidas e tornaram-se importantes aliadas dos países participantes. Sob esse aspecto, convém analisar o proveito e a limitação obtidos pelos países participantes dos blocos econômicos e em especial a situação brasileira nesse cenário.
No primeiro momento, vale destacar que essa interação, muitas vezes, facilita o comércio entre as nações participantes. Esse fato pode ser observado no bloco Mercosul, do qual o Brasil participa, onde ocorre uma união aduaneira que isenta as tarifas alfandegárias do processo de exportação. Dessa forma, é perceptível como o setor financeiro pode ser fortalecido pela fluidez das negociações.
Entretanto, é importante observar se essas relações afetam a independência das transação do país. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2004, o Brasil perdeu cerca de US$ 1 bilhão por ter um acordo com a União Europeia barrado pelas políticas do Mercosul. Sendo assim, torna-se necessário ponderar entre os impactos do retorno positivo da união e possibilidade de interação brasileira com os países desenvolvidos.
Por conseguinte, cabe ao Governo Federal sob forma dos ministérios da economia e das relações exteriores, reformular pontos de destaque do setor financeiro nacional de forma que aproveite os benefícios do bloco que participa, retifique as limitações prejudiciais e amplie a atuação do país no comércio internacional. Isso pode ocorrer através da atuação pública unida à profissionais capacitados para analisar o funcionamento do mercado e a atuação nacional nele. Dessa forma, os blocos econômicos poderiam cumprir seu objetivo inicial.