O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 03/06/2020

Com a vitória do capitalismo na Guerra fria e o consequente advento da globalização, os meios informacionais, as formas de fazer tratados e o comércio entre os países cresceram exponencialmente. Nesse espectro, as relações comerciais tornaram-se cada vez mais intensas e necessárias, oque trouxe diversas mudanças na economia de todo o mundo, alguns com restrições, outros com livre mercado, cada um a sua maneira de organização. Entretanto, embora muitos aspectos benéficos, os acordo dos blocos econômicos também podem trazer prejuízos, principalmente no que tange a  falta de um planejamento econômico eficiente e individual dos países membros e aos impactos no mercado interno desses.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de uma análise de mercado e dos impacto dos acordos econômicos, pode trazer muitos prejuízos a um ou mais dos membros. A exemplo do que aconteceu com Portugal no tratado de " Methuen" mais conhecido como o tratado dos panos e vinhos, feito com a Inglaterra, o qual aprofundou a crise Portuguesa e foi benéfico para a Inglaterra, tal situação decorreu das disparidades econômicas dos dois países. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de um plano econômico e uma analise eficiente de mercado para que os blocos econômicos não venham a ser prejudiciais para os países, mas sim, trazer benefícios e auxiliar a economia.

De outra parte, é necessário analisar de que forma o país incentiva o próprio mercado interno e  o impacto que os acordos com outros países podem trazer para os produtores internos. De acordo com os recentes acordos do Mercosul- bloco econômico firmado entre o Brasil e outros países- com a União Europeia; em até 8 anos, os  produtos importados terão gradativamente os impostos de importação reduzido. Nesse sentido, os produtos do Brasil, como por exemplo a garrafa de vinho na qual mais de 40% do valor são referentes aos impostos internos, não poderão competir igualmente com os produtos importados que estarão cada vez mais baratos. Desta forma, aponta-se a necessidade de uma organização interna e valorização do própria economia antes de fazer acordos que prejudiquem o país.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem esse sistema. É necessário que a ingressão nos blocos econômicos sejam bem estudadas e planejadas antes de serem executadas, para isso o ministério público em parceria com o ministério da educação devem abordar os projetos como ferramentas de pesquisas das universidades de economia, garantindo assim, diversas visões e aspectos que não seriam possíveis de analisar por poucos economistas do governo. Adicionalmente, a população, por meio das redes sociais, deve intervir, cobrando do governo maior valorização do mercado interno e dos produtores brasileiros. Desta forma, é possível conter os malefícios