O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 13/05/2020

As relações desenvolvidas nos blocos econômicos, fortalecem-se entre seus integrantes, por causa de medidas que valorizam a economia entre os envolvidos. Um exemplo disso foi a guerra fria, quando o mundo foi dividido em dois grandes blocos ideológicos e políticos. Contudo, essa interação intergovernamental pode gerar impactos no comercio dos seus participantes. Uma vez que, medidas protecionistas interferem na negociação individual com países fora do bloco e a destituição de um, pode gerar abalo econômico e social nos outros.

Em primeiro lugar, o comercio realizado entre os países filiados possuí taxas aduaneiras e baixos impostos. O que consequentemente, diminui o custo na produção e do produto. Logo, empresas que não possuírem suporte para concorrer com as rivais em outros países do bloco, podem falir. Assim, diminuirão vagas de trabalho e ocorrerá limitação na renda dos setores que houver ineficiência.

Haja visto o parágrafo acima, pode-se salientar que a negociação entre o Mercosul e a União Europeia, que prevê 8 anos para encerrar os impostos de importação, irão gerar um choque na Economia do Brasil. Tendo em vista que neste país, existe altas taxas tributárias para empresas da região. Um exemplo disso, será na fabricação do vinho, afinal sobre este produto continuará a ser cobrado 44% de impostos como aponta o Oscar Ló, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Por consequência, estarão em uma competição com desigualdade de condições.

Em segundo lugar,  quando um país é retirado de um bloco econômico, se faz necessário uma série de intervenções. Uma vez que, quando integrante, o país cria alianças políticas e sociais. Em 2016, na União Europeia a incerteza que pairava sobre a participação do Reino Unido, levantou uma série de discussões sobre a sociedade, identidade cultura, xenofobia e abalo econômico. Já que, assim como aponta o CEO  Richard Branson da empresa Virgin, a participação do país no bloco favorecia sua economia trazendo a eles entorno de 500 milhões de consumidores.

Verefica-se, então, a necessidade de revisar as tarifas atribuídas as empresas locais e aumentar o incentivo a produção interna. Para isso, torna-se imprescindível que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, crie política de substituição de importações - assim como houve no governo vargas - por intermédio de controle de taxas de importação e manipulação da taxa de câmbio. A fim de, protagonizar as empresas do país. Isso, consequentemente, acarretará na valorização da economia do Estado, qual evidentemente se for destituído de um bloco econômico, não terá dificuldades de se restabelecer pois, continuará forte e capacitado.