O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 16/08/2020
Com o advento da Revolução Industrial, houve o surgimento de novas ferramentas e máquinas, às quais os donos das industrias precisaram se adaptar, para que assim, houvesse cada vez mais lucro. A isso se assemelha os países que, com a globalização, foram levados a se integrar aos blocos econômicos em busca de benefícios. Ao se incluir nisso, as nações participantes tendem a melhorar a sua situação financeira, mas em contrapartida, acabam se limitando no estabelecimento de relações e acordos com países de fora.
A princípio, ao ingressar em um bloco econômico, a condição financeira do país tende a melhorar. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil deixou de embolsar 1 bilhão de dólares ao não conseguir firmar um acordo com a União Europeia em 2004. Esse fato comprova que esses blocos representam oportunidades de melhorias internas em todos os aspectos, já que permitem a redução ou até a isenção de impostos em importações e exportações, além ainda de gerar oportunidades de contato com outras nações.
Todavia, diversos blocos econômicos limitam a relação com países de fora do mesmo, afetando a possibilidade de novos acordos. Ao utilizar como exemplo a situação que o Brasil passou na década de 1950, onde ao apoiar os Estados Unidos, perdia o apoio de países comunistas, mas ao apoiar a União Soviética, acabava se privando do contato com países capitalistas, nota-se a influência da entrada nesses conjuntos de Estados sobre novas alianças. Isso, se avaliado a longo prazo, pode expor os países a crises internas e até a desacordos dentro do próprio bloco.
Sendo assim,fazem-se necessárias ações governamentais que impactem sobre os blocos econômicos. Em primeiro plano, a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria, por meio de reuniões diplomáticas, estabelecer acordos entre esses blocos, incentivando-os a criarem novos incentivos fiscais entre si, para que assim, os países melhorem suas condições financeiras de forma significativa permanentemente. Ademais, cabe aos chefes de Estado, por meio de reuniões diplomáticas, introduzir no cenário mundial novas alianças que não tenham como base ideologias ou acordos paralelos, mas sim o bem comum, para que dessa forma, os blocos econômicos deixem de limitar relações produtivas entre países. Se tudo isso for feito, então o objetivo de lucro que os donos de indústrias tinham na Revolução Industrial será atingido de forma cada vez mais significativa pelos países que integram blocos econômicos.