O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 08/11/2020
Blocos econômicos são organizações internacionais que visam melhorar a economia por facilitação e padronização das trocas comerciais entre os países membros. Em tese, parecem perfeitos, todavia possuem muitas críticas, dentre elas, são: a possibilidade de tornar um país submisso à outro, como também prejudicar empreendedores locais.
Pode-se observar que os blocos comerciais são desiguais em sua composição. Na sua grande maioria, os blocos usam recursos doados das nações que o integram para desenvolver seus objetivos comuns. Enquanto os países ricos doam mais e recebem menos, os pobres, doam menos e recebem mais. E assim, a organizações acabam por serem sustentadas pelos mais ricos e os mais pobres ficam submissos à eles, já que dependem do seu dinheiro.
Ademais, quando os blocos econômicos são criados, geralmente, entram em vigor uma série de normas previamente aceitas, tais como: isenção de impostos entre produtos trocados pelos membros do bloco e a livre circulação de pessoas. Essas medidas estimulam a economia internacional, mas prejudicam a local. Conforme foi apontado pelo economista Luiz Persechine, a criação do acordo entre Mercosul e a União Europeia poderia prejudicar a produção de queijos mineiros, já que os queijos franceses teriam isenção de impostos.
Em suma, para reduzir a dependência e submissão entre os países é preciso instituir uma doação única prevista em lei. Se isso for votado em uma assembleia do bloco, acabaria com a dominação financeira entre as nações. Além disso, o governo local deve estimular o crédito estatal sem juros para os produtores locais assim minimizando os efeitos da concorrência estrangeira.