O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 21/09/2020
A partir do processo da globalização, iniciado em 1500 com as grandes navegações, o mundo passou a se conectar, tanto culturalmente, quanto economicamente. Dessa forma, as nações viram-se obrigadas a estreitarem relações entre si, por meio de acordos que facilitassem as trocas mútuas, necessárias para as suas consolidações. Assim, surgem os blocos econômicos: estruturas políticas que permitem vantagens comerciais para os membros envolvidos, impulsionando suas economias. A participação em blocos comerciais é vital para as economias internas dos países, contudo, no caso do Brasil, levanta problemáticas em relação à restrições que o impedem de ir além na influência em relação ao comércio internacional.
Na distopia “O Conto da Aia”, escrita pela autora canadense Margaret Atwood, é retratado um país governado por um regime teocrático que o isola de boa parte da comunidade internacional. Como consequência, os bens de consumo presentes na nação são praticamente restritos à produção interna, promovendo a falta de insumos como peixes e boa parte das frutas. Essa política retratada no livro prejudica os cidadãos e ilustra a importância do estabelecimento de blocos econômicos que permitam a importação facilitada de bens necessários, e a exportação de excedentes, gerando lucro para a nação. Assim, a participação do Brasil em blocos como o mercado comum do sul (MERCOSUL) evita a falta de produtos para sua população e promove a circulação da economia nacional.
Não obstante, apesar do Brasil ter uma das maiores importâncias econômicas dentro do bloco sul-americano, este limita a sua participação em outros blocos econômicos como a união europeia (UE), fazendo com que o país perca cerca de 1 bilhão de dólares anuais em relações comerciais, segundo o Instituto Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Logo, tal limitação contribui para a não ascensão do país como uma potência no mercado internacional e para a consolidação do que a historiadora Patrícia Valim denomina como “síndrome do vira-lata”. Segundo a intelectual, esta síndrome consiste em uma desvalorização da cultura e política nacional, em detrimento da idolatria à países externos influentes.
Portanto, urge a necessidade que os ministérios da economia e das relações exteriores elaborem uma proposta de emenda ao acordo comercial do MERCOUL, que vise vetar cláusulas referentes à políticas protecionistas que impeçam o comércio com outros blocos econômicos. Nesta proposta deve ser incluído um levantamento estatístico que indique a importância do Brasil para o bloco sul-americano, evitando sua saída total, e promovendo uma liberdade econômica que contribua para o crescimento internacional do país. Por conseguinte, uma melhora econômica será obtida e revertida financeiramente para os demais ministérios, permitindo melhorias sociais para a população brasileira.