O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 22/09/2020
As pedras mencionadas nas estrofes do poema ‘’No Meio do Caminho’’ de Drummond podem ser comparadas aos contratempos enfrentados pelos brasileiros que desejam alcançar ascensão social. De maneira análogo, para conseguir gerar lucro em seus orçamentos, o Brasil hodierno encara obstáculos como a perda da sua soberania. Diante dessa perspectiva, ao ser um Estado-membro do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), a indústria nacional brasileira deixa de receber incentivo e se torna menos competitiva frente a outros blocos econômicos.
Cabe salientar, a princípio, que o Mercosul garante, ao Estado brasileiro, ampla circulação de bens e serviços com facilidades tarifárias no comércio, mas, isso se restringe aos países-membros. Paralelo ao exposto, conforme o economista Adam Smith, as nações associadas ao comércio internacional são capazes de contribuir para o bem-estar do seu povo ao comercializarem insumos entre si. Todavia, o Brasil sofre restrições econômicas ao se aliar a uma zona de livre comércio, que se limita a simplificar a compra e venda de produtos apenas entre os povos associados ao bloco econômico. Assim, a indústria nacional, menos competitiva em virtude das restrições econômicas do Mercosul, é incapaz de concorrer com outros no globo.
Além disso, o estabelecimento do Mercosul não é favorável ao interesse de crescimento da economia no país. Consoante as Nações Unidas (ONU), que mede a soma das importações e exportações em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é o 140.° na classificação da corrente de comércio internacional dentre 141 povos que tiveram o dado divulgado. Análogo a isso, essas informações demonstram a estagnação da conjuntura econômica do Estado, sobretudo estimulada pela impossibilidade de acordos tarifários com outros grupos de nações sem o consentimento de todos os integrantes do bloco econômico ao qual faz parte. Dessa forma, os brasileiros perdem acordos comerciais estrangeiros em razão dessas interferências.
Torna-se evidente, por tanto, ao Poder Executivo brasileiro, tomar providências a superar o quadro atual. Para que o Brasil participe de importantes negociações junto ao resto do mundo, urge ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e aos países-membros do Mercosul discutirem concomitantemente novas formas de interagir com o globo. Isso deve ser feito recorrendo a uma política de Estado para o comércio exterior que estabeleça acordos de livre-comércio diretamente com outros blocos econômicos. Em vista disso, a economia brasileira aumentará sua eficiência, com melhora na produtividade e na competitividade. Destarte, os obstáculos eternizados no poema de Drummond serão superados no país hodierno.