O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 29/09/2020

Ao analisar o impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes é necessário destacar os resultados, tanto positivos quanto negativos, destes acordos. Como por exemplo o caso da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que tem como benefício a liberdade que os países integrantes do Reino Unido terão para negociar com outras nações sem os impedimentos pelos acordos da UE, por outro lado haverá um abalo nas relações comerciais com empresas de outros países.

Já o Brasil faz parte do Mercado Comum do Sul (Mercosul) um acordo de livre- comércio, no qual os Estados não colocam restrições comerciais entre si. A participação da pátria brasileira no Mercosul já o fez perder interessantes acordos comerciais, como a tentativa, desde 1995, de firmar um acordo com a União Europeia para exportar etanol para o continente europeu, graças às políticas protecionistas sul-americanas aplicadas. De acordo com o professor do Instituto de Relações Internacionais de Universidade de Brasília, Alcides Costa Vaz, um acordo desta magnitude seria de suma importância para a economia canarinha, já que para ele, são necessários acordos comerciais fortes, o que tem sido impedido pelo Mercosul.

Por outro lado, é importante destacar as desvantagens que estes tratados podem trazer sem as devidas precauções, como a desvalorização dos produtos nacionais pela competitividade de artigos importados, considerando que os impostos sobre a produção nacional podem se tornar equivalentes ou até mesmo superiores que as taxações sobre produtos vindos do exterior caso acordos com outros blocos econômicos sejam firmados. No caso do vinho, segundo Oscar Ló, presidente do Instituto Brasileiro de Vinho, já há uma acirrada competição com vinhos portugueses e será uma situação de desigualdade caso não haja mais impostos para tal se firmado o acordo com a União Europeia e o Mercosul.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias a fim de evitar esta desleal concorrência e de manter a balança comercial brasileira favorável, ou seja, manter as taxas de exportações maiores que as de importações visando um protecionismo econômico aos produtos brasileiros. Cabe então ao Ministério da Economia juntamente com o Ministério das Relações Exteriores revisar as tarifas sobre a produção nacional e promover políticas públicas de incentivo a fabricação e consumo de artigos produzidos internamente.