O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 29/09/2020

Brasil é um país livre e desde 1822 vem sendo reconhecido como tal. Todavia, no espectro econômico, há quem discorde, e usa-se de argumentos que corroborem com a ideia, como por exemplo, travas que blocos econômicos colocam em seus membros. Isso pode ser constatado no caso do Mercosul, que impede seus participantes de realizarem negociações comerciais individuais com outras nações -o Brasil é um exemplo, sendo impedido de negociar com a União Europeia. Esse é um dos impactos negativos desse tipo de politica contratual, podendo prejudicar algum de seus integrantes, com o intuito do benefício coletivo.

Contudo, é preciso considerar as estratégias nacionais e o cenário socioeconômico que faz com que nações entrem em acordos. Entretanto, assim como o mercado, as relações contratuais são dinâmicas, e a melhor forma de o Estado interferir, é apenas, fazer com que acordos entre indivíduos cumpram-se. Como Adam Smith coloca em seu livro “A riqueza das nações” é possível fazer uma analogia, pois, como o filósofo coloca, o mercado tem características de se auto regular -popularmente conhecido como “lei da oferta e demanda”- e as relações entre entre nações, encaixa-se  na mesma lógica, porque a mudança é a proporção, mas o princípio continua o mesmo.

Esse pensamento pode, perfeitamente, ser o ponto de partida para uma revisão das vantagens de estar em um bloco econômico. A partir do momento em que o impacto de pertencer à algum bloco cerceia a liberdade de comercio que viriam a acelerar a economia do país, e como consequência gera prejuízo, perde o sentido de fazer parte disso.

Sendo assim, é de suma importância que o Ministério da Economia, junto ao Ministério de Relações Internacionais, formulem um plano, o qual consiste, com base em profundos estudos, haja uma analise da participação do Brasil nos blocos econômicos que não o beneficia. Dessa forma, seriam propostos critérios estratégicos, como condição para a participação do Brasil nos acordos, os quais, caso não fossem acatados, seria o motivo para que o Brasil saia de tais blocos. E, assim, passa a ser livre para fazer negociações que possa se beneficiar, caminhando para se tornar um país desenvolvido.