O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 30/09/2020

Em uma história da mitologia grega, Teseu derrotou o Minotauro ao portar apenas uma espada e um novelo de lã. Fora da ficção, o mito adapta-se à temática da relevância dos blocos econômicos nas dinâmicas comerciais de seus membros. À luz disso, tais agrupamentos de nações são estratégicos do ponto de vista financeiro – já que facilitam o transporte de mercadorias por um caminho mais curto, de modo a diminuir gastos. Nesse espectro, esses pactos merecem uma análise profunda no que se refere à manutenção da paz e às tendências de desenvolvimento nas pátrias associadas.

A priori, cabe mencionar o filme “Jumanji – Bem-vindo à selva”, em que quatro indivíduos com personalidades extremamente diferentes precisam trabalhar em equipe para sair de um jogo de videogame no qual estavam presos. Analogamente, as relações entre povos podem, simultaneamente, alcançar objetivos em comum e atender aos específicos de cada nação e, gradualmente, pacificar a região. Sob esse âmbito, um grau mediano de protecionismo pode ser encarado como uma maneira de assegurar as condições básicas - como alimento e dignidade - aos seres humanos do local. Nesse quadro, ao invés de visar o lucro e a competitividade, os integrantes dos blocos devem atentar, primeiramente, às mazelas nacionais para, depois, mitigar as dificuldades do mercado externo.

A posteriori, consoante o filósofo alemão Karl Marx, a economia é a roda que movimenta a subsistência dos cidadãos e, pois, é essencial para a compreensão correta das sociedades. Sob essa óptica, as atividades realizadas pelos seres humanos dialogam com o bem-estar social, a liberdade, a igualdade de direitos e a cultura. Nesse sentido, os blocos econômicos são resultados de relações entre as pessoas e, consequentemente, influenciam diretamente no Índice de Desenvolvimento Humano. Além disso, por haver uma ampla gama de produtos em uma maior área de abrangência, alianças comerciais com outros blocos são facilitadas. Nesse viés, o poder internacional de decisão não fica extremamente dividido, mas sim cimentado em organizações supranacionais - como o Mercosul.

Logo, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) mediar os interesses entre os blocos econômicos e estimular uma integração mundial em um mesmo grupo – pensando mais mundialmente e menos localmente, com o fito de almejar o progresso comum e diminuir os conflitos. Para tanto, é necessário que as lideranças dos países aumentem as verbas e o poder de intervenção da ONU, o que protegerá os cidadãos por meio da defesa incondicional do Estatuto dos Direitos Humanos. Dessa forma, com recursos financeiros para agir a curto, médio e longo prazo, o comércio confirmará uma globalização dinamizada e pacífica. Assim, os problemas no desenvolvimento das nações poderão ser solucionados apenas através do fio de lã da sabedoria – e não mais por meio da espada armamentista.