O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 19/09/2020
No documentário “China Blue”, do diretor Micha X Peled, mostra-se a realidade de camponeses chineses que, seguindo uma perspectiva comum na contemporaneidade, necessitam emigrar para cidades industriais, devido às péssimas condições de vida de seus locais naturais. Nesse sentido, expõe-se como têm dominado o mercado e concentrado a produção, fato impulsionado pelas alianças econômicas internacionais, que aumentam o fluxo comercial entre países. Sob esse mesmo prisma, observa-se um abrupto impacto dos blocos econômicos na hodiernidade. Por conta disso, salientam-se dois aspectos que circundam essa temática: a ascendente “ocidentalização” global e as alterações nos fluxos de migração.
Mormente, deve-se considerar que os dois maiores blocos comerciais, economicamente, são o USMCA, antigo Nafta, e a União Européia, fato que permite que esses dinamizem seus produtos e valores ao redor do globo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse espectro, depreende-se que essas uniões impactam diretamente na vida de diversos povos e culturas, de forma que a influência torna-se iminente. Dessa forma, culturas distintas padecem de alterações ríspidas e restrições severas - como a proibição de vestimentas islâmicas na França, no século XXI, por parte das diretrizes governamentais. Além disso, maneiras dissemelhantes à ocidental passam a sofrer preconceitos, como a xenofobia e o racismo, por conta da imposição cultural que está sendo imposta. Todavia, a sentença “O preconceito é uma ideia que ainda não passou pelo tribunal da razão.”, do filósofo francês Voltaire, ilustra como prejulgamentos são falácias.
Ademais, os blocos econômicos alteram rispidamente as correntes migratórias. Essa conjuntura segue um panorama global de atração populacional com progresso econômico, à semelhança da intensa migração de nordestinos, conhecidos como “calangos, à construção de Brasília, na décade de 1950. Entretanto, esses deslocamentos aumentaram exponencialmente com a consolidação dos agrupamentos comerciais, consoante o G1. Dessa forma, torna-se fundamental que políticas assistencialistas aos imigrantes sejam determinadas pelas nações pertencentes aos blocos.
À luz dessas perspectivas, evidencia-se a forte influência dos blocos econômicos na contemporaneidade. Dessarte, urge que os membros pertencentes aos grupos promovam aulas nas escolas dos países acerca da cultura e costumes dos países em que há uma intensa troca cultural. Destarte, as próximas gerações instruir-se-ão da importância da integração global e do respeito ao semelhante, diminuindo atitudes preconceituosas e recepcionando melhor trabalhadores estrangeiros.