O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 20/09/2020
Em um contexto de ampla difusão da globalização, surgem os blocos econômicos com o intuito de diminuir as fronteiras impostas pelos países, visando aumentar o PIB dos integrantes a partir de trocas comerciais, culturais, políticas e sociais. Apesar de vantajoso para a maioria dos envolvidos, há também desvantagens na existência desses, principalmente em relação ao protecionismo que se cria.
Um dos blocos econômicos que o Brasil participa é o MERCOSUL, correspondendo ao maior PIB da américa latina. Representa um espaço privilegiado para investimentos, associações empresariais, turismo, e comércio, porém tira a liberdade de negociação do Brasil. Fazer parte desse bloco impediu o Brasil de realizar um acordo com a UE, onde a perda foi estimada em US$ 1 bilhão, um crescimento de 42% no mercado do etanol e alta taxação de alfândega de países da Europa. É essencial um acordo com um país mais forte para o Brasil, mas isso não acontece no MERCOSUL.
Apesar da participação em um bloco econômico tornar possível a aquisição de mercadorias mais baratas e permitir a população maior poder de compra. Economias mais frágeis do bloco ficam prejudicadas pois, países mais ricos instalam suas empresas em países mais pobres, usam mão de obra mais barata para produzir suas mercadorias e vendem com um preço elevado. Outro problema que isso gera é a vantagem de produtos externos em detrimento dos locais, que desencadeia fragilidade da produção interna do país, desemprego e diminuição do poder de compra.
Diante do exposto, fica claro, portanto, a necessidade do Ministro do comércio e relação internacional, rever as condições do Brasil no Mercosul, solicitar maior liberdade econômica a fim de expandir suas relações e consequentemente seu PIB. Também é necessário rever cláusulas abusivas nos blocos em detrimento das economias mais frágeis, diminuindo a taxa sobre os produtos produzidos no país e vendidos para o mesmo por preços abusivos e proibindo exploração de mão-de-obra barata