O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 01/10/2020

Os blocos econômicos podem ser definidos como associação entre países que estabelecem relações econômicas, sociais e políticas, comuns ou não, entre si e que concordam em abrir mão da soberania nacional visando benefícios maiores. Todavia, fazem 29 anos que o Brasil faz parte do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) e encontra-se plenamente insatisfeito com os acordos estabelecidos. Logo, é fundamental ter uma análise detalhada, para que assim haja a integração e a dinâmica econômico e sócio-política plena de todos os membros envolvidos.

Em primeira instância, o MERCOSUL é dito como uma união aduaneira, caracterizado por: adotar uma tarifa externa comum entre os membros, e a livre circulação de mercadorias oriundas dos países associados. No entanto, a segunda medida ainda não foi adotada apropriadamente, uma vez que os produtos argentinos, paraguaios e uruguaios têm salvaguardas para entrar no Brasil, demonstrando obstáculos pertinentes que tornam a associação incompleta. Além disso, a autonomia nacional é comprometida ao tratar-se de acordos financeiros ou de cunho político com outros países, pois tais decisões precisam ser negociadas em bloco. Não obstante, o grupo em potencial está atualmente com “rachaduras”, no que condiz a sua política, porquanto os Estados possuem visões políticas, divergindo entre movimento esquerda e direita, ao qual interfere na balança ideológica para prosseguir interagindo.

Para uma segunda instância, esta, porém multiforme, trata-se de expor as vantagens de estar em blocos econômicos, sendo destacado o MERCOSUL. Em virtude dos acordos políticos bem-apessoados, os cidadãos, dos países membros, tem total liberdade para realizar intercâmbios culturais, educacionais ou profissionais entre as nações; ainda sendo possível requerer ajuda no exterior em caso de conflitos internos ou externos, protegendo a sociedade e garantindo a cidadania legal ao indivíduo. Outrossim, é o reconhecimento que a associação apresenta para o Brasil, em razão de ser enxergado como potência continental, assegurando respeito, apoio e privilégios para com os demais participantes.

Portanto, como foi afirmado pelo filósofo grego, Aristóteles: “O homem é um animal político”; sendo assim é crucial ter alterações dentro do bloco econômico, com o objetivo de permitir direitos iguais e maiores incentivos para a permanência do Brasil na associação internacional. Destarte, o Ministério das Relações Exteriores, deve formular cláusulas e condições democráticas para serem apresentadas nas reuniões realizadas pelo grupo, explicitando o ponto de vista nacional, não só para com as taxas alfandegárias, como também para o papel exercido pelo Estado internacionalmente, facilitando na economia, liberdade e crescimento social, dinamizando os laços e o desenvolvimento do MERCOSUL.