O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 25/09/2020
Após a segunda guerra mundial, com o passar do tempo, os acordos de cooperação entre os países foram se tornando cada vez mais frequentes. Isso se deu pela tentativa de elucidar os impactos e problemas causados pela guerra, que, além das inúmeras perdas humanas, custou uma média de 1 trilhão e 385 bilhões de dólares em perdas monetárias. Houve ainda uma forte queda em diversos setores da economia e intensos problemas sociais que perduram até hoje. Podemos, então, considerar a formação dos blocos econômicos como um dos sintomas mais recentes da globalização.
Desse modo, os blocos econômicos foram criados para dinamizar e intensificar a economia mundial, reduzindo ou eliminando tarifas e impostos sobre os produtos importados. Visam também os interessem em comum de crescimento econômico e social dos países participantes. Todo bloco econômico resulta de um acordo intergovernamental conseguinte às afinidades regionais que facilitam as trocas econômicas entre si. Entretanto, o que se observa é que existe uma dicotomia entre as vantagens e desvantagens resultantes desta união econômica.
O Brasil – membro do Mercado Comum do Sul – por exemplo, é um dos integrantes menos dependentes do bloco para destino de suas exportações, com apenas dez por cento delas. Além disso, as normas do Mercosul dificultam o estabelecimento de acordos de livre-comércio com outros países e blocos, uma vez que os participantes não podem negociar acordos comerciais individualmente. Se, hipoteticamente, o Brasil quiser fechar um acordo de livre-comércio com o Japão, essa possibilidade pode ser restringida caso algum membro do bloco seja obstante.
Ainda que a intenção seja a busca da integração econômica, política, social e cultural dos povos envolvidos, os blocos econômicos podem acarretar numa diminuição da autonomia das nações participantes, criando barreiras não só comerciais entre elas e os países externos ao bloco, como também institucionais, entre o Estado e a população. Portanto, a fim de dinamizar as áreas comerciais e sociais, faz-se necessário que o Ministério das Relações Exteriores, junto ao Ministério da Economia, possibilitem, nos novos acordos internacionais, maior liberdade e independência, para que os países possam usar de forma integral sua capacidade comercial.