O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 28/09/2020

Os blocos de acordos internacionais têm diversos objetivos, a visar desde a segurança até comércio e liberdade de fluxos pessoais. Existem, também, vários estágios de integração, que vão de zona preferencial tarifária a união monetária. Na contemporaneidade, ser membro de algum grupo torna-se problemático devido às normas de adesão e permanência, bem como à diminuição das negociações, a causar impactos nacionais.

Primeiramente, deve-se ressaltar as leis. Mesmo cientes das particularidades locais, os membros fundadores elaboram cláusulas com a tendência de uniformização dos setores, a exemplo do econômico. Desse modo, a obediência é fundamental, como o MERCOSUL, em que todos precisam aderir a uma Tarifa Externa Comum (TEC). Assim, cada componente perde alguma autonomia em prol da ligação ao bloco.

Outrossim, a permanência em acordos pode afetar outras negociações. Mesmo que haja alguma liberdade para comercializar fora do bloco, alguns deles não aceitam. Dessa maneira, a União Européia, por exemplo, conforme matéria do site Terra, não aceita que o Brasil firme pactos sozinho, apenas entre grupos. Assim, perde-se contratos que aumentariam o PIB e que proporcionariam maior visibilidade e poderio brasileiro no cenário exterior.

Então, para minimizar os efeitos das regras e dos negócios, é necessário, portanto, contar com ações do Ministério da Economia e Relações Exteriores de cada nação, a reverter, gradualmente, o quadro. Deve haver mais flexibilizações, por meio de reformulações nas regras, a fim de permitir maior autonomia e ajustá-las ao perfil de cada lugar, para garantir a harmonia mundial. Por fim, aumentar o foco sobre os acordos, por intermédio do maior volume de acordos firmado, com o objetivo de fazer com que os países, sobretudo os subdesenvolvidos, tenham chances no cenário global e, com isso, alavancar a balança comercial, a proporcionar, em última instância, maior qualidade de vida para os cidadãos.