O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.

Enviada em 01/10/2020

Surgi, no século XIX, após a Segunda Revolução Industrial, o Capitalismo de Ações. Pensamento esse que dispôs a relação entre burguês e mercado financeiro, ou seja, o empregador vende parte de sua empresa para compradores. Logo, por se tratar da convicção da alta classe da época, ela desqualificava todas as regiões que ainda não tinham ocorrido o processo industrial. Essa desigualdade, por mais que não tenha sido criado na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de interação entre o Brasil (país de industrialização tardia) com as grandes potências, gerando, por consequência, o acumulo de disparidade econômica em comparação com os outros países. Nesse sentido, o que impede a resolução do problema é a ausência de programas que explore todas as possibilidades possíveis do mercado.

Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do impasse. A princípio, devido ao processo de colonização iniciado em 1500, o Brasil é palco de inúmeras economias diferentes, sendo que cada uma, possui sua própria forma de arrecadamento. Por certo, essa pluralidade não é compartilhada a todas as nações, fazendo com que ele tenha contato apenas com acordos limitados; que gera uma perda de possibilidades por não explorar melhor todas suas formas produtivas, como por exemplo, a produção agrícola do Sudeste e a tecnologia na região Norte.

Seguidamente, vale ressaltar o que impede a resolução da problemática. Igualmente ao pensamento de Imannuel Kant, formado pelo princípio de não contradição entre premissa e sujeito, é possível analisar a situação dos blocos econômicos. De tal forma que, o livre mercado seria o sujeito na visão de Kant, o surgimento de uma nova relação global, a premissa. Assim sendo, quando os governantes possuem uma lógica contrária (pensamento de que é necessário interagir com cada localidade individualmente invés de explorar cada recurso com a ampla negociação) a verdade é violada, o que dificulta ainda mais a resolução do empecilho.

Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da economia, órgão responsável pela administração do patrimônio do Brasil, articule uma nova frente política no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em economia política de cada região, a fim de expor detalhadamente as variantes e articular uma nova frente que englobe todas essas diversidades em uma única estratégia; esta que será usada para se relacionar com todos os Blocos. Para que, dessa forma, aproveite melhor as diferenças, indo a favor da lógica de Kant.