O impacto dos blocos econômicos no comércio de seus integrantes.
Enviada em 27/10/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, foram criados os blocos econômicos em um contexto de globalização e protecionismo das doutrinas financeiras dos países. Nesse sentido, tais blocos possuem o intuito de estabelecer relações diplomáticas e sociais entre nações, desse modo, gerando impactos no comércio dos seus integrantes. Logo, o controle centralizado da inflação e a padronização dos preços são os principais efeitos no comércio dos países integrados.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar que a união monetária adotada por um bloco permite a manutenção da inflação e a cooperação entre os seus países. Isso ocorre porque a centralização em uma única moeda faz com que o bloco econômico adote um banco central que controle os interesses comerciais de todos os seus integrantes. Dessa forma, quando um país é sujeito à adversidades econômicas em determinado período, como o caso da Espanha em 2008, o Banco Central Europeu realizou empréstimos com custos mínimo para a reestruturação comercial do país, por conseguinte da adoção do euro como moeda única na União Europeia . Sendo assim, fica evidente que blocos econômicos com unificação monetária apresentam impactos positivos no comércio de seus integrantes.
Em segundo lugar, perante ao supracitado, vale ressaltar que a adoção de um mercado comum no bloco permite a padronização dos preços entre os países. Dessa maneira, o conceito Neoliberal da criação da TEC (Tarifa Externa Comum), faz com que os países da União Europeia e Mercosul estabeleçam preços padronizados para produtos internos e externos, assim como solidificam o protecionismo econômico com finalidade de controlar a inflação e aumentar as vendas em seu território. Assim sendo, países com um mercado comum avançado realizam a venda de produtos importados sob o mesmo preço, evitando assim o contrabando e fortalecendo o comércio entre os seus integrantes.
Portanto, visto que os blocos econômicos aderem medidas geopolíticas favoráveis ao comércio de seus integrantes, tais como a união monetária e o mercado comum, fica-se evidente que tais políticas econômicas devem ser aprimoradas para que ocorra maiores impactos positivos no comércio dos países. Para isso, os governos dos países integrantes do Mercosul deverão realizar uma conferência econômica, a fim de discutir a longo prazo a unificação monetária do bloco, com o propósito de criar um banco central que controle a produção de tal moeda e ajude economicamente países integrantes em crise. Logo, o impacto no comércio será favorável, pois altas e baixas da moeda serão minimizadas. Ademais, o Mercosul seguindo o exemplo da União Europeia, deverá aplicar um mercado comum mais avançado, iniciando-se assim o processo de unificação e evitando o contrabando de produtos externos. Por fim, os impactos sobre o comércio da América do Sul serão positivos assim como na Europa.